Terror em Copacabana

Por José Luiz Datena

Mais um terrível acidente leva a vida de uma bebê e quase à beira da morte um senhor de quase 70 anos. Nos extremos, uma vida mal-começada e outra que poderia terminar melhor.

O acidente de Copacabana, também com vários feridos, é mais um na triste estatística de um trânsito assassino do tamanho da impunidade de um código obsoleto, que permite que todo tipo de atropelador, desde o bêbado matador até muita gente sem carta por motivos que vão desde infrações multiplicadas ou gravíssimas até exames médicos malfeitos ou mesmo, em alguns casos, fraudados, que permitem a quem não pode continuar dirigindo e matando. Depois saem pela porta da frente da impunidade.

O acidente do Rio foi apenas um caso. Na Rodovia dos Imigrantes, uma Mercedes dirigida por um empresário, provavelmente disputando um racha, matou duas mulheres e feriu quatro crianças. Os motoristas envolvidos, até no carro das vítimas fatais, estavam com as carteiras de habilitação cassadas. Fora isso, num outro racha foi morto um senhor de 70 anos. O policial responsável pelo carro matador disse que o veículo tinha sido roubado e que ele, claro, não poderia ser o motorista. Além disso, o motorista de um caminhão deu ré sem olhar para trás, passou por cima de um homem de 80 anos que até tentou, mas não conseguiu escapar.

Poderia pesquisar mais e descobrir outros acidentes fatais neste país que perdoa demais e, por isto, permite que velozes e furiosos continuem matando ou aleijando demais.

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