Deputados condicionam reforma a queda de juros

Por Cláudio Humberto

Para apoiar a reforma da Previdência, deputados governistas estão exigindo medidas “compensatórias” populares, como a redução dos juros e lucros bancários. “É um escândalo o que acontece no Brasil”, diz o vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), inconformado com os juros, considerados os mais elevados do sistema financeiro mundial, que garantem lucros recordes aos bancos.

Juros criminosos

A inflação do Brasil em 2017 ficou em 2,95%, mas os bancos cobraram em média mais 323% de juros no cheque especial, por exemplo.

Usura em cartões

Os juros nos cartões de crédito são ainda mais criminosos: em média, 333% foram impostos aos brasileiros, em 2017. E já foi pior.

Dá cá, toma lá

Para Fábio Ramalho, com o fim dos privilégios dos bancos, cujos lucros batem recorde, haverá apoio para acabar com regalias no setor público.

Chega

A posição de Fábio Ramalho, que não é isolada, fez o governo tomar a iniciativa de negociar com os bancos a redução dos juros.

Afif diz que há consenso contra o veto ao Refis

O presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif, reuniu-se com 25 entidades de representação empresarial e parlamentares para articular apoio à derrubada do veto do presidente Michel Temer à Lei do Refis, que refinancia dívidas tributárias de pequenas e microempresas. Já são 208 os deputados favoráveis à derrubada do veto. Segundo estima o Sebrae, sem o Refis 600 mil empresas terão de fechar as portas.

Até na Lava Jato

“Grandes empresas, até enroladas na Lava Jato, foram beneficiadas com o Refis. Como se explica isso? Cadê a isonomia?”, questiona Afif.

Próximo passo

O próximo passo, diz o presidente do Sebrae, é tentar o apoio dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira.

‘Líderes’ da bancada

Os deputados Otávio Leite (PSDB-RJ), Jorginho Mello (PR-SC), Carlos Melles (DEM-MG) e o senador José Pimentel (PT-CE) querem o Refis.

Alô, polícia

Seguem os aumentos criminosos de planos de saúde, garantidos pela cumplicidade da “agência reguladora” ANS: a Unimed aumentou sua mensalidade em 32%, mesmo com a inflação anual de 2,95% no país.

Mão no vespeiro

Sobre a reforma da Previdência, o ministro Carlos Marun resume: “Se não tivéssemos a mais absoluta certeza de que a reforma é necessária, estaríamos mexendo com uma coisa tão polêmica quanto esta?”

FHC decepciona Arthur

O ex-senador e prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, pré-candidato a presidente, ficou triste ontem com a posição de FHC. O ex-presidente ignorou a postulação do tucano, ex-líder e ex-ministro do seu governo, para apoiar Geraldo Alckmin, que sempre torceu o nariz para FHC.

Passos de tartaruga

A Aeronáutica finalmente vai divulgar nesta segunda-feira (22) o relatório final sobre o acidente que há exatos 365 dias vitimou o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tá feia a coisa

Sérgio Moro é conhecido pelo rigor técnico de suas sentenças, mas a defesa de Lula segue a estratégia de hostilizá-lo e até aos juízes do TRF-4, que vão julgar o ex-presidente, cuja situação só piora.

Ninguém merece

Saúde é caótica até na rede privada. Leitora de Brasília precisou fazer exame de endoscopia, mas só encontrou disponibilidade em clínicas desconhecidas, sem referências. Ainda assim, pagando R$ 400 pela consulta e R$ 600 pelo exame. E R$ 100 pelo frasco do laboratório.

Prejuízo bilionário

Em São Paulo agora é lei: 3 de agosto será o Dia de Combate ao Contrabando. Desde 2015, o Brasil perdeu R$ 345 bilhões para esse crime, segundo o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco).

Nova presidente

A deputada Tereza Cristina (MS), que trocou o PSB pelo DEM, assumirá em 20 de fevereiro a presidência da Frente Parlamentar Agropecuária. Vai suceder ao deputado Nilson Leitão (PSDB-MT).

Pensando bem…

…falta coragem ao presidente para desconvidar Cristiane Brasil, tanto quanto para extinguir o Ministério do Trabalho, de gritante inutilidade.

Poder sem pudor: entrevista de emprego

Após o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, o vice Café Filho assumiu o cargo e logo nos primeiros dias chamou o amigo Rubem Braga:

– Preciso de você!

– Café – respondeu o genial cronista – você virou presidente, está bem empregado, a vida arrumada. Quem precisa sou eu. Estou duro, desempregado, precisando trabalhar.

Ganhou o emprego de adido cultural à embaixada do Brasil em Santiago.

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