Eleição terá recorde de candidatos desde 1989

A eleição presidencial de 2018 deve bater o recorde de 1989 no número de candidatos a presidente da República. Até agora, já são 18 os pré-candidatos ao Planalto, incluindo nomes que se deixaram “lançar”, como o ex-presidente Lula (PT), o deputado Jair Bolsonaro (PSC) e outros, como o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, o deputado Rodrigo Maia (DEM) e até o presidente Michel Temer (MDB), que negam candidaturas. Em 1990, foram 20 candidatos.

Pré-candidatura discreta

Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos) e Geraldo Alckmin (PSDB) se preparam discretamente, mas são considerados candidatos oficiais.

Nomes tradicionais

Também estão em campanha Ciro Gomes (PDT), Rui Pimenta (PCO), Cristovam Buarque (PPS), Manuela Dávila (PCdoB) e Zé Maria (PSTU).

Novatos

O ministro Henrique Meirelles (PSD), o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro (PSC) e João Amoedo (Novo) ensaiam candidaturas.

DEM por fora

Os pré-candidatos do Democratas (ex-PFL) devem ser candidatos aos governos de seus estados: Ronaldo Caiado (GO) e Rodrigo Maia (RJ).

Itamaraty oficializa seção de ‘Escadas e Corredores’

Sem saber o que fazer com dezenas de diplomatas beneficiados pela “PEC da Bengala”, que alterou de 70 para 75 anos o prazo para aposentadoria, nem com aqueles cuja cúpula deseja “encostar”, o Ministério das Relações Exteriores oficializou o seu tradicional “Departamento de Escadas e Corredores (DEC)” criando por meio de portaria, publicada em 18 de dezembro, o Departamento de Assistência Administrativa e Operacional (Gaoa), para “depositar” esses servidores.

Expediente no porão

Diplomatas malquistos pela cúpula terão de assinar ponto eletrônico no Gaoa, a partir do dia 1º, no porão (subsolo) do anexo 2 do Itamaraty.

Ponto dos encostados

Quinze diplomatas, até embaixadores, receberam carta assinada por um Terceiro Secretário despachando-os para o porão dos encostados.

Histórico de perseguições

O “DEC”, agora rebatizado de Gaoa, faz a delícia do serpentário pelas histórias de perseguição da chefia a diplomatas e outros servidores.

Nem pensar

O comandante do Exército, general Eduardo Vilas Boas, deu risada quando soube do suposto almoço de oficiais generais, dia 25, para analisar o julgamento de Lula. “Não tem o menor cabimento”, disse.

Pendurado no passaporte

A menos que a Justiça recolha o passaporte, Lula viaja no dia 25 para Etiópia, que não tem acordo de extradição com o Brasil. Passagem de classe executiva São Paulo-Adis Abeba custa R$ 15.600.

A sangria continua

Rogério Carlos, segurança de Lula, viaja para a Etiópia dia 23, véspera do julgamento. Os outros, Valmir Moraes e Ricardo Bessias Azevedo, viajam com Lula, dia 25. Passagens e diárias são por nossa conta.

Alckmin no muro, claro

Indagado sobre apoio a seu vice, Márcio França (PSB), na disputa para governador, como prometeu, Geraldo Alckmin subiu no muro: “O PSDB não deliberou, vamos aguardar as convenções”, desconversou.

Pendurado na brocha

Os insultos a Gilmar Mendes parecem divertir os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a julgar pelo constrangedor silêncio e falta de solidariedade, inclusive da presidente, Cármen Lúcia. Gilmar ontem citou versos de Bob Dylan para advertir: “Amanhã pode ser você”.

Ferro passa bem

Às 17h desta segunda (15), uma ambulância do Samu parou no comércio da quadra 103 Sul, em Brasília, para a salvação de um ferro de engomar. Entregue à assistência técnica, o “paciente” passa bem.

Test-drive

Um ano após operar os joelhos, José Carlos Araújo (PR-BA) percorreu os 8 km da procissão de Lavagem no Bonfim, em Salvador. O ex-presidente do Conselho de Ética da Câmara que cassou Eduardo Cunha disse, ao final, que passou no “test-drive”.

Nanico

O megalonanico Celso Amorim, ex-chanceler do PT e candidato a deputado, chamou de “assédio” o processo contra a ex-presidente argentina Cristina Kirchner. Como Lula, ela é acusada de corrupção.

Pensando bem…

…a eleição 2018 começa de hoje a oito dias, no julgamento do ano.

Poder sem pudor: cunhado de qualidade

O ex-governador de Alagoas Guilherme Palmeira, ministro do Tribunal de Contas da União, conversava com o deputado Nelson Costa, que entrou para o folclore político ao pedir, como souvenir, a guimba do cigarro que o general João Figueiredo acabara de fumar, durante uma audiência.

– Sinceramente, não sei o que seria de mim sem o meu cunhado – disse Costa a Palmeira – Ele me ajuda muito.

– Desculpe, amigo, mas que cunhado?

– Aquele ali, pendurado no crucifixo.

Era como ele se referia a Jesus Cristo, orgulhoso da irmã, que, freira, casou-se com o filho de Deus.