Aprender até o último dia!

Por Vânia Goulart

Estamos numa época em que várias gerações convivem no mesmo ambiente, com distintas perspectivas, sistemas de valores e visões de mundo, tornando o conviver produtivo cada vez mais desafiador. Muitas pessoas entre 50 a 55 anos me perguntam se estão “velhas” para o mercado de trabalho. Meu recado é para quem é da geração X, os nascidos nas décadas de 60 a 70.

Com a evolução da medicina e novos padrões de vida, a expectativa é que esta geração se mantenha nas empresas por mais tempo, convivendo com os desafios do mundo tecnológico, dinâmico, de incertezas e com várias gerações ao mesmo tempo.

O cenário exige a busca pelo desenvolvimento contínuo, investindo no autoconhecimento para atuar nas organizações não só pela experiência adquirida ao longo dos anos, mas com novos conceitos, novas teorias e mantendo-se atualizado para enfrentar um mundo em constante desconstrução. Se for necessário fazer uma nova graduação ou um novo curso técnico, que faça! Aos 50, aos 55… ou quem sabe 65 anos? Há muito caminho pela frente!

As oportunidades de aprender são muitas, contudo, por vezes, nos afastamos delas por acharmos que já estamos prontos ou por termos passado da fase de aprender. Eu mesma, com mais de 30 anos de carreira, invisto continuamente no meu desenvolvimento.

Não permita que o seu interesse pelo aprendizado comece a diminuir. Nunca deixamos de aprender. Na verdade, o aprendizado acontece até o último dia de vida, por meio da curiosidade. Considerando a velocidade da mudança, ainda nem sabemos aquilo de que precisaremos saber daqui a alguns poucos anos! Devemos estar atentos para não ficarmos desatualizados frente ao volume de novas tecnologias e das novas exigências do mercado.

As empresas contam com pessoas que contribuem com seus resultados, e isso independe da idade e do tempo de atuação dentro de uma empresa. Depende do quanto o profissional se mantém atualizado e com uma mente jovem, aberta ao novo, movida pela curiosidade. Finalizo minha reflexão dizendo que não existe limite de idade para o aprendizado. Se por acaso você “pendurou as chuteiras”, calce-as novamente e corra! O mundo está em transformação!

*Autora convidada do dia na coluna: Débora Abade, gerente de Gestão de Pessoas, psicanalista e coach

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