Bares e restaurantes esperam virada em 2018

Por Rodolfo Schneider

No ano de 2017, nenhuma capital perdeu tantos empregos no setor de alimentação como o Rio de Janeiro. De janeiro a outubro, foram 2.221 trabalhadores a menos. São Paulo, no mesmo período, contratou 2.484. O levantamento é do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio).

Não é possível dizer quanto disso é impacto da desaceleração da economia (que atingiu em cheio o Estado do Rio nos últimos anos) e quanto é resultado da violência que amedronta o carioca para sair de casa e consumir na rua.

Com poder de se reinventar em curto espaço de tempo, o setor acredita que este ano a maré vai começar a virar.

Nosso dinheiro salvou

Apesar de pequenos reparos, o Reveillón de Copacabana foi um sucesso. A polícia trabalhou bem, a Comlurb voltou a mostrar eficiência na limpeza, os fogos tiveram duração maior e etc. Mas um detalhe ficou evidente: a prefeitura realizou graças à ajuda do Governo Federal que demonstrou estar investindo no turismo do Rio. Os maiores patrocinadores da festa foram Petrobras, Caixa e BNDES, entes públicos que injetaram dinheiro na organização. Não houve um grande investidor privado.

Contra o relógio

Em abril, expira o prazo de afastamento dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, acusados de receber propina. Até agora, o Ministério Público Federal não apresentou a denúncia contra eles. O atraso seria justificado para que o MPF possa anexar mais provas e informações de outras delações premiadas. O Superior Tribunal de Justiça, responsável pelo caso, aguarda. Se a acusação não for robusta, periga os senhores voltarem a sentar nas cadeiras do TCE.

Notinhas

Cartão vermelhoA. Por falar no TCE, até o momento, o Tribunal analisou 35 contas dos 91 municípios fluminenses relativas do ano de 2016. Destas, 24 tiveram parecer contrário à aprovação. Ontem, foi a vez do município de Queimados ter suas contas reprovadas. Para efeito de comparação, em 2015, apenas oito dos 91 municípios analisados tiveram parecer contrário emitido pelo TCE-RJ. Destaca-se ainda que entre os motivos para a emissão de tantos pareceres contrários está a crise econômica que assolou o Estado ao longo dos últimos anos.

Luz, câmera, ação. Um projeto está oferecendo aulas de roteiro, direção, produção e câmera para moradores de áreas carentes e jovens que já passaram pelo sistema prisional. O pessoal recebe também orientação para legalizar o próprio negócio nessa área. Já criaram até um canal no Youtube chamado Na Pista Play. A ação é desenvolvida pelo Secretaria Estadual de Educação, Departamento que cuida dos menores infratores e Defensoria Pública.

 

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