Denúncia de ministro sobre o Rio deu em nada

Por Cláudio Humberto

O tempo passa, o tempo voa, 2017 está acabando e as autoridades brasileiras continuam ignorando vergonhosamente uma denúncia de rara gravidade apresentada pelo ministro Torquato Jardim (Justiça). Ele fez um diagnóstico aterrador da segurança pública no Rio de Janeiro, afirmando que não é o governo estadual que controla a Polícia Militar fluminense e sim uma aliança entre políticos e o crime organizado.

Investigação zero

A denúncia do ministro da Justiça (!) jamais foi investigada por qualquer CPI nos planos estadual ou federal, e nem pelo ministério público.

Sem poder de polícia

Torquato Jardim afirmou categoricamente que nem governador Pezão, e nem o secretário de Segurança, Roberto Sá, controlam a PM do Rio.

Sócios do crime

O ministro da Justiça (!) afirmou também que “comandantes de batalhão da PM são sócios do crime organizado no Rio.”

Desculpa de amarelos

As denúncias entraram na conta de improvável “incontinência verbal” de Torquato Jardim, jurista admirado conhecido pelo equilíbrio.

Vetos no Renovabio prejudicam produtor do NE

Vetos do presidente Michel Temer a trechos do programa Renovabio têm sofrido duras críticas de produtores do Norte e Nordeste. Com os impedimentos, produtores dessas regiões se dizem prejudicados diante dos concorrentes de regiões mais desenvolvidas. Outro ponto criticado é a importação de gasolina e diesel, que prejudica a produção nacional e repete o que ocorre com o etanol derivado de milho (podre) dos EUA.

Em pé de desigualdade

"Um veto que trata com igualdade as regiões desiguais atrapalha o desenvolvimento", disse o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha

Como assim?

Ninguém entende como o programa visa estimular a ‘descarbonização’ e, ao mesmo tempo, libera a importação de combustíveis fósseis.

Ainda assim um avanço

Apesar das críticas, Cunha comemora a certificação para estimular o uso de combustíveis menos poluentes. “Vai mudar a sistemática”, diz.

Supremo virou legislativo

O jurista Ives Gandra, que tem “admiração quase mística” pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, lamenta que a transmissão das sessões fez deles “artistas de TV”, e os debates, antes técnicos, são emotivos, com troca de agressões, parecendo sessão do Legislativo.

Comportadíssimo

Outro mensaleiro petista foi solto pelo ministro Luís Roberto Barroso: Henrique Pizzolato ganhou liberdade condicional por “bom comportamento”, apesar da fuga para a Itália usando passaporte falso.

Nas mãos dele

Vale lembrar que o mérito da liminar que suspende trechos do decreto de indulto natalino será analisado pelo relator da ação de movida pela PGR, ministro Luís Roberto Barroso. Outra opção é análise do plenário

Estratégia mantida

A confusão envolvendo o uso dos financiamentos públicos pela Caixa para articular a aprovação da reforma da Previdência não afetou o ministro Carlos Marun (Governo). “Vou dialogar de forma especial com aqueles que estão sendo beneficiados por ações do governo”, disse.

É inacreditável

Atesta a incompetência dos governantes o fato de a carga tributária no Brasil ser equivalente a 32,38% do PIB. Montados em R$2 trilhões, ainda assim não garantem saúde, segurança e educação para todos.

Gilmar, 62

O ministro Gilmar Mendes completa 62 anos neste sábado (30) e estará a 13 anos de se aposentar, depois de Celso de Mello (em 2020), Marco Aurélio (2021), Rosa Weber e Ricardo Lewandowski (2023).

Nada como um dia…

…atrás do outro: assaltada, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) pediu socorro à policia, que tanto deplora, contra os bandidos que ela sempre afirmou serem apenas vitimas de uma sociedade injusta.

Dualidade total

Enquanto servidores não têm salário para pagar contas, o réveillon de Copacabana com maior palco e a maior queima de fogos da história é o tapa na cara de fim de ano e também esperança de um 2018 melhor.

Pensando bem…

… se 2017 terminou com prisão de Paulo Maluf, a depender do TRF-4, 2018 pode até começar com a prisão de outro político famoso.

Poder sem pudor: Como fugir de jornalista

O jornalista Luiz Cláudio Cunha entrevistava ACM, então governador da Bahia, para o perfil na revista Playboy que ganhou o magnífico título “Deus e o Diabo na terra do Sol”, quando, no cafezinho pós-almoço, alguém avisou:

– Jornalista Clóvis Rossi ao telefone, governador.

ACM queria evitar o repórter da Folha. Meteu uma garfada na boca:

– Aô, bubo bem? – disse ao telefone, de boca cheia.

Rossi concluiu que interrompera o governador em pleno almoço, desculpou-se e desligou. Não teve nova chance.

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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