Ex-vice de Janot vai a manifestação pró-Lula

Por Cláudio Humberto

Ex-vice-procuradora-geral da República, nº 2 na hierarquia da Procuradoria Geral da República, Ela Wiecko foi exonerada em 2016 por um constrangido Rodrigo Janot, após a divulgação de vídeo em que a subprocuradora participava de protesto organizado em Portugal contra o presidente Michel Temer. Agora, Wiecko afirmou a colegas que vai à manifestação pró-Lula, petista condenado por corrupção.

‘Dia de ódio’ petista
A manifestação de 24 de janeiro, que atrai Ela Wiecko, será o “dia de fúria” ou “de ódio” convocado pelo ex-ministro presidiário José Dirceu.

O que é isso, companheira?
Colegas de Ela Wiecko, que a admiram, lamentam sua opção de apoiar um político investigado e denunciado pelos próprios procuradores.

Intimidação à Justiça
O protesto objetiva intimidar os juízes do TRF4, que julgarão recursos à condenação de Lula a 9 anos e meio de prisão por corrupção.

É apenas o começo
Além dessa primeira condenação, Lula é réu em outros seis casos que podem render dezenas de anos de prisão. E muitos outros “protestos”.

Maluf e Marin unidos no mesmo destino: a cadeia
O ex-presidente da CBF José Maria Marin e o deputado Paulo Maluf (PP-SP) foram aliados políticos durante o regime militar. Nomes fortes do governo paulista nos anos 1970 e 1980, Marin e Maluf chegam ao fim de 2017 presos, mas em presídios diferentes: um no Metropolitan Detention Center, em Nova York, o outro na Papuda, em Brasília. Em 1978, Maluf era o governador em plena ditadura, e Marin o seu vice.

Foi até governador
José Maria Marin assumiu o governo de São Paulo em 1982, após Maluf renunciar para concorrer à Câmara dos Deputados.

Brasil não agiu
A condenação de Marin pela Justiça dos EUA, em razão de crimes cometidos no Brasil, é uma humilhação para o sistema penal brasileiro.

Lista de crimes
Marin foi condenado por conspiração, fraude financeira e lavagem de dinheiro na Libertadores, na Copa do Brasil e na Copa América.

Contra reeleição
Recentes pesquisas mexeram na cabeça do presidente Michel Temer. Antes, ele dizia enfaticamente que não disputaria a reeleição. Agora, disse à coluna que só a partir de junho tomará decisões sobre 2018.

Escárnio
Estatal perdulária, o BNDES pagou bônus de 4,5 salários aos 3 mil funcionários a título de “participação nos (supostos) lucros”. Nem multinacionais lucrativas, como Apple, Shell ou Pfizer, fazem isso.

Ficou esquisito
O áudio atribuído a Glaucenir Oliveira, juiz de Campos dos Goytacazes, espalhando fofocas sobre o ministro Gilmar Mendes, passou a sensação em ministros do Tribunal Superior Eleitoral de que há algo de pessoal em relação aos ex-governadores Garotinho.

Presente de Natal
A equipe econômica festejou como criança que ganha uma bicicleta o superávit em contas do Governo Central em novembro. É que Tesouro, Banco Central e Previdência não fechavam o mês no azul desde 2013.

Arrogância
Fonte ligada à negociação da Boeing com a Embraer disse ao Financial Times, de Londres, que os americanos não pretendem acabar com a “soberania indígena” sobre a empresa. Acham brasileiros “selvagens”.

Vale-tudo na soja
Rivais internacionais tentam demonizar a soja brasileira. Plantaram no New York Times a lorota de que a “indústria da soja” está “murchando” o pantanal, sem citar qualquer estudo com credibilidade. E que em 15 anos se formaram no pantanal “manchas áridas” do tamanho da Síria.

Reforma à prova
Nesta quarta, o Ministério do Trabalho divulga dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a novembro. É o primeiro balanço feito após entrada em vigor da reforma trabalhista.

Milhões poupados
As tentativas de fraudar o seguro desemprego nos últimos doze meses superam 52 mil e custariam R$ 678 milhões caso os benefícios fossem liberados. Quase um terço dos bloqueios foram do Maranhão (16.427).

Pensando bem…
…cumprindo “prisão domiciliar”, empreiteiros e políticos vivem muito melhor que a quase totalidade dos brasileiros livres.

PODER SEM PUDOR
Desafiá-lo era um perigo

Itamar Franco disputou o Senado pelo MDB, em 1974, contra José Augusto de Castro, da Arena. O horário gratuito era ao vivo e Castro vivia desafiando Itamar para debater, mostrando uma cadeira vazia. “Não fuja, Itamar”, provocava.

Um dia, quando o locutor da Arena repetia o desafio, Itamar invadiu o estúdio e se sentou na cadeira:
– Vim para o debate.
Pânico geral. Castro viu tudo pela TV e foi correndo para o debate, que, é claro, virou bate-boca. O TRE tirou o programa do ar, enquanto – reza a lenda – Castro corria atrás de Itamar, cabo de vassoura em punho.

Charge Cláudio Humberto 27 de dezembro de 2017 Reprodução
Contenido Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo