Governo critica corporativismo de Lewandowski

O governo recebeu muito mal, até com palavrões, a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulando a medida provisória que suspendia reajustes de servidores, sobretudo da Justiça. Isso custará ao contribuinte R$5,1 bilhões. A única expressão publicável sobre Lewandowski, no café da manhã do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e secretários com jornalistas, foi “corporativista”.

No bilateral

Após coletiva de Meirelles, os secretários se dispuseram a conversar com os jornalistas. No particular, alguns xingaram Lewandowski.

Causa própria

Houve um clima de revolta na área do Ministério da Fazenda, porque a Justiça é beneficiada pela decisão do ministro que dela faz parte.

R$4,8 bilhões

Se o pleno do STF apoiar o que o governo chama de “corporativismo”, só na área de Justiça isso custará R$4,8 bilhões em quatro anos.

Como nunca

“Nada mais Lewandowski do que isso”, desabafou um dos secretários da Fazenda nacional, ao criticar a liminar do ministro.

Com 594 membros, Congresso aprovou só 133 leis

Trabalhando, na prática, três dias por semana e com mais de três meses anuais de folga, entre recessos e feriados prolongados, os 594 membros do Congresso Nacional (513 deputados e 81 senadores) só aprovaram 133 leis ordinárias, em 2017. Isso inclui leis importantes como a reforma trabalhista, mas há também 25 leis que conferem títulos como de “capital nacional da cerveja” ou rebatizam rodovias.

Objetivo único

Entre uma centena de leis “úteis”, quase dois terços foram aprovadas para abrir algum tipo de crédito no orçamento para ações do governo.

Só coisa importante

A “Rodovia do Vaqueiro” é o trecho da BR-235 entre Bahia, Sergipe e Piauí. A Capital da Cerveja nem precisava da lei: é Blumenau (SC).

Quinze leis de Temer

Enquanto o Congresso aprovou três leis complementares e 185 decretos legislativos, Temer converteu em lei 15 medidas provisórias.

Será crime ignorar o teto

Projeto do deputado Wadih Damous (PT-RJ) criminaliza o desrespeito ao teto salarial no serviço público. Quem “receber, autorizar ou pagar” será demitido, processado por improbidade e terá de devolver a grana.

Mesmas práticas?

A empresa FDL/EIG, de Brasília, que foi denunciada na Operação Ararath, da Polícia Federal, como pagadora de propina ao ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa, credenciou-se no Detran de São Paulo para operar o registro de contrato de veículos.

É a economia, idiota

Ouvindo a explicação infanto-juvenil da CNI sobre a melhor avaliação do presidente Michel Temer (“mudança da propaganda da reforma da Previdência”), o estrategista da campanha de Bill Clinton em 1992, James Carville, teria repetido a própria frase: “É a economia, idiota”.

De juíza a vítima

Ninguém está livre da bandidagem, no caos do Rio de Janeiro. Agora, foi a vez da juíza criminal aposentada Denise Frossard. Clonaram de uma vez só seu celular, cheques e cartões de crédito.

Pernas curtas

O Planalto apurou que é mentira do governo de Alagoas suposto atraso nas verbas do Programa do Leite por “perseguição” do governo Temer. Está tudo em dia, exceto quando não se presta contas. É o caso.

Gatos escaldados

O projeto que regulamenta a profissão de lobista (relações institucionais), agora sob regime de urgência, foi colocado em pauta na Câmara nove vezes este ano. Os políticos têm medo do tema.

Brasileiras vivem (bem) mais

Segundo dados do IBGE, em 2018, a expectativa média de vida do brasileiro pode ultrapassar (pela primeira vez) os 75 anos. Mulheres vivem mais, em média, e ano que vem elas viverão quase 82 anos.

Já era esperado

O militante petista Wagner Pinheiro, em cuja presidência os Correios começaram a mergulhar na crise que levou a estatal a registrar os maiores prejuízos da História, foi diretor durante 8 anos do Petros, o não menos deficitário fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

Pensando bem…

…derrotado mais uma vez na Justiça, o ex-presidente Lula e seus advogados adotaram a estratégia do murro em ponta de faca.

PODER SEM PUDOR

Mistério mineiro

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Em Minas, chamavam o senador e ex-governador Magalhães Pinto de “Dr. Magalhães”, mas ninguém sabia informar ao certo por que ele fazia jus ao título. Afinal, ele era formado em quê? Um jornalista gozador resolveu tirar a dúvida com um dos seus principais adversários, Tancredo Neves, logo ele. O dr. Tancredo apertou os olhinhos e disparou:

– Não sei em quê ele é formado, mas posso garantir uma coisa: nunca conheci um colega de turma do Magalhães…