Mais do Ouro Verde

Por Rose Guglielminetti

Após ter o ex-diretor da Saúde, Anésio Corat Jr, servidor concursado, no meio do furação das denúncias de desvio de recursos públicos que atingiu o hospital Ouro Verde, o prefeito Jonas Donizette (PSB), disse que vai reestruturar a diretoria de Prestação de Serviços. Segundo ele, vai nomear apenas auditores fiscais para ocupar os cargos do departamento. “Eles farão as auditorias dos convênios”, disse ele. Anésio é uma bomba-relógio: em sua casa os promotores encontraram R$ 1,2 milhão em dinheiro. Para os policiais, ele disse que o dinheiro era resultado da venda de uma fazenda da família. O prefeito ainda quis se distanciar de vínculo com Anésio ao dizer que ele foi nomeado em 2012 para o cargo. Jonas só o manteve. Outra medida que o chefe do Executivo vai tomar é pedir também declaração de bens para os funcionários de carreira. Hoje a exigência de entrega do documento anual é dirigida apenas aos funcionários comissionados. Questionado sobre a razão que o levou a nomear para o cargo de diretor de Saúde uma pessoa investigada pelo Ministério Público, o prefeito disse que sequer conhecia Maurício Rosa – que responde a processo por corrupção e Osasco. “Foi pelo currículo. Ele tinha mais de 20 anos de experiência”, disse ele. E era justamente Maurício Rosa que a Vitale – Organização social que que teve diretores presos por envolvimento no esquema de corrupção – tinha como “Plano B” , em sua intenção de obter mais recursos no contrato com o Hospital Ouro Verde. A tese de que Maurício poderia fazer a ligação é confirmada pela presidente da Vitale, Aparecida de Fátima Bertoncello – a Tata, que também está presa. Em depoimento ao MP ela disse que  “Esse Maurício falou pra mim que veio, que ele era de Osasco, trabalhou 22 anos na prefeitura de Osasco e o prefeito Jonas chamou ele (sic) pra dar conta da saúde no município.” Hoje, no cargo foi nomeada uma servidora de carreira.

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