Prefeitura tem dinheiro em caixa, mas paralisa serviços

Na página 53 do Diário Oficial em 30 de novembro, consta que a Prefeitura do Rio tinha mais de R$ 2 bilhões em caixa. Em 31 de dezembro do ano passado, eram R$ 817 milhões. Em 31 de agosto deste ano, passou para R$ 2,097 bilhões. E em 31 de outubro já eram R$ 2,509 bilhões. As informações foram divulgadas no ex-blog de Cesar Maia, vereador e ex-prefeito da cidade. Segundo a análise de Maia, a saúde financeira do município hoje é melhor do que no fim do ano passado. Ora, como o prefeito Marcelo Crivella pode ter tamanha disponibilidade no caixa e a cidade estar vivendo um colapso em vários serviços? As unidades de saúde agonizam, as vilas olímpicas estão fechadas, as ruas estão esburacadas, não tem lâmpada para repor nos postes, etc. E, sob o pretexto de falta de recursos, aprovaram o aumento do IPTU (por ora, suspenso pela Justiça) na Câmara dos Vereadores.

Realidade

Esta semana, o diretor do Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, pegou o carro próprio e recolheu 400 fraldas geriátricas na zona sul que haviam sido doadas para a unidade. Sem repasses da prefeitura para a OS que administra o hospital, falta tudo. As empresas de limpeza, alimentação e transporte praticamente pararam de prestar serviços.

Notinhas

Em busca de mais peixes graúdos. A Secretaria de Segurança prendeu no Paraguai o traficante Marcelo Piloto, um dos maiores fornecedores de armas e drogas do Comando Vermelho. Mas sabe que ele é apenas um dos bandidos que se instalaram por lá para servir de contato do crime. Outro que estaria lá é Luciano da Silva, o Pezão, um dos chefões do Complexo do Alemão. Segundo uma fonte direta nas investigações, a corrupção policial no Paraguai facilita a vida desses bandidos no país vizinho.

Interrupção. Mais um capítulo da queda de braço entre prefeitura e escolas de samba. A Comlurb não recolhe mais lixo na Cidade do Samba. As escolas pediram que o serviço fosse retomado, como era feito nos anos anteriores, mas a prefeitura disse que esse tipo de detrito deve ser recolhido por empresas contratadas pela Liga.

Vale tudo. A guerra entre as universidades para conquistar alunos para o ano que vem está a todo vapor. Esta semana, funcionários da Estácio distribuíam panfletos na porta da Veiga, na Barra, oferecendo vantagens para quem pedir transferência.