Vai que cola...

Encontrar R$ 1,2 milhão em espécie na casa do diretor de Saúde da Prefeitura de Campinas, Anésio Curat Jr.; denúncias de que houve uma licitação fraudulenta no Hospital Ouro Verde e prejuízos que podem chegar a R$ 4 milhões não são suficientes para que a Câmara de Vereadores de Campinas queira instalar uma CPI para investigar o caso. Uns dizem que não assinaram a comissão porque é da oposição; outros sugeriram uma segunda CPI ontem – só que desta vez capitaneada pelos independentes e, por fim, a base governista decidiu impor uma outra comissão. O que deixa claro é que não vai sair do papel. São desculpas que dão para justificar o óbvio: não há intenção de se investigar.

Plano Diretor
Mesmo com as denúncias em relação ao hospital Ouro Verde dominando a sessão de ontem, os vereadores de Campinas aprovaram o Plano Diretor – que prevê o planejamento urbano para a cidade nos próximos 10 anos. Entre as propostas estão a adoção do IPTU progressivo, que é a desapropriação de áreas urbanos sem função social; ampliação do perímetro urbano e criação de 18 áreas que oferecem um grande potencial de desenvolvimento urbano como a região da rodoviária e do estádio do Guarani.

Atrasadinho
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), foi o último a chegar ontem no evento da Embrapa que reuniu o ministro da Agricultura Blairo Maggi, o secretário estadual de agricultura, Arnaldo Jardim. E avisou que não falaria sobre o Ouro Verde porque o assunto já havia sido respondido no evento que apresentou o novo time de basquete da cidade.