É urgente, a moda precisa entrar na era digital

A indústria da moda é gigantesca e ainda sobrevive, com alguns pequenos ajustes, com os mesmos processos da revolução industrial. São mais de US$ 2 trilhões (de dólares) em itens vendidos ao ano no mundo mas, entre eles, poucos são inovadores.

A disruptura funcional é quase inexistente e, cada vez mais, as grifes gastam fortunas com influenciadores e mídia on-line para divulgar (como se fossem novos) produtos que, na verdade, são os mesmos há 100 anos. As roupa e os acessórios não vão mudar drasticamente de estética nos próximos anos, ninguém vai sair por ai usando uma calça de três pernas.

A inovação real está no digital, nas novas possibilidades tecnológicas que já podem ser aplicadas em escala para criar vestíveis inteligentes que respondam a demanda da vida urbana na era da conexão. Território que, digamos, a industria da música já adentrou faz tempo – não sem dores. A revolução é penosa para todos, mas principalmente para quem é pego de surpresa.

Os empresários e estilistas sabem disto e estão ​o​ á​vidos​ por novidades ​ (veja o caso da C&A que, pela segunda vez, investe em um Hackathon de wearables)​ mas todos nós ainda não sabemos de fato como e quais wearables ​ fazem a melhor ponte entre o mundo físico (onde roupas e acessórios fazem sentido) ao mundo di​gital (que ​ domina todos os ​nossos ​ sentidos​).

No caminho da indústria da moda só existe um destino, o futuro. Let’s go! Para continuar esta conversa, wearbrasil.com.

Coluna Alexandra Farah 30 de novembro de 2017 Reprodução