Cabral até brigou com sua mulher por Fichtner

O ex-governador Sergio Cabral e Adriana Ancelmo chegaram a se separar por breve período. A dissolução foi oficializada em julho de 2011 na 6ª Vara de Família do Rio de Janeiro. Pesou na decisão do divórcio a derrota de Adriana numa disputa com Regis Fichtner, então chefe da Casa Civil do governo Sérgio Cabral, para a indicação de um nome para uma vaga de ministro no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em defesa do ex

Adriana Ancelmo tentou emplacar o ex-marido Sérgio Coelho no STJ, mas Cabral bancou a indicação de um cunhado de Fichtner.

Briga com Fichtner

Essa disputa pela indicação ao STJ abalou o casamento e provocou uma briga entre a então primeira-dama e o chefe da Casa Civil.

Crise no PMDB

A briga que levou à breve separação do casal Cabral acabou se estendendo ao PMDB do Rio, motivando uma crise no partido.

Casamento de interesses

A disputa para influir na nomeação de ministro de tribunal superior mostrou que a relação de Cabral e Adriana era também política.

CUT promove demissões após anos de fartura

O fim do imposto sindical é o pretexto usado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para cortar 60% dos seus empregados, por meio de demissão voluntária. A milionária CUT, que faturou R$ 59,8 milhões em 2016, quer fazer acreditar que depois de faturar tanto durante os governo do PT, não se preparou para os tempos de vacas magras. A entidade embolsou 12,4% da arrecadação dos seus 2.423 sindicatos.

Bolada extinta

Os sindicatos faturaram R$3 bilhões somente no ano passado com as contribuições obrigatórias, que a reforma transformou em voluntárias.

Por enquanto

A CUT deu prazo até o dia 4 de dezembro para que seus empregados façam adesão ao programa de demissão voluntária. Depois vai demitir.

Casa de ferreiro

A alegação de queda de receita para justificar demissões nunca é aceita pela CUT quando empresas privadas fazem o mesmo.

TCU com foro

Ministros do Tribunal de Contas então entre 55 mil brasileiros com foro privilegiado. No TCU, têm privilégio de foro até auditores substitutos e procuradores. Nos Estados, são 476 conselheiros protegidos por foro.

Campeão do privilégio

A Bahia é o estado recordista em autoridades com privilégio de foro determinado pela Constituição estadual: 4.880 detentores de cargos. O Rio de Janeiro é segundo com 3.194 e o Piauí é terceiro com 2.773.

Quebrar para comprar

Atuando até como atravessadoras, as distribuidoras de combustíveis são acusadas pelos produtores de praticarem uma predação selvagem. Por isso têm comprado destilarias endividadas a preço de banana.

Mina de dinheiro

Existem apenas 14 centrais sindicais no Brasil, como a CUT. Nove são sediadas no estado de São Paulo, quatro no Distrito Federal e uma no Rio. Levam mais de
R$ 350 milhões por ano. E sem prestar contas.

Golpe na reforma

O Senado aprovou projeto que altera os prazos na Justiça do Trabalho. Se virar lei, serão levados em conta apenas os dias úteis, além de excluir um mês por ano do prazo, em razão do recesso da Justiça.

Diplomata na Marinha

O embaixador Pedro Brêtas, que representou o Brasil na Irlanda e no Canadá, integra agora o Centro de Estudos Político-Estratégicos (Cepe) da Marinha. É o único diplomata no prestigioso think tank naval.

Chance perdida

Fundo de previdência da Terracap, empresa do governo de Brasília, o Funterra deve ser absorvido pelo BB Previdência, do Banco do Brasil. Brasília perde, assim, a chance de criar a BRB Previdência.

13º de gorjeta

Restaurantes do Rio inventaram uma má novidade: “caixinha” ou “gratificação” acrescentadas aos 10%. Ao cliente restam as opções de pagar sobre o valor da conta 12% ou 13%, que a lei não prevê.

Pensando bem…

…após a Black Friday chega a hora do Arrependimento Monday.

Poder sem pudor: Jânio, reú confesso

Jânio Quadros tinha o hábito de convidar amigos e jornalistas para conversar em sua casa, antes de voltar à política em 1985, quando seria eleito prefeito de São Paulo.

Os encontros eram sempre regados a bebida. Por esse motivo, às vezes a conversa girava em torno de preferências etílicas. Numa delas, sobre cachaça, Jânio se lembrou que tinha guardada uma verdadeira preciosidade. Levantou-se e foi buscar a garrafa da bendita.

Enquanto procurava – e não encontrava – o ex-presidente praguejava sem parar. Após alguns minutos, ele lastimou:

– Roubar não roubaram-na. Fizeram pior: beberam-na.