1º Dia Mundial do Sangue de Cordão Umbilical

No próximo dia 15 de novembro, quarta-feira da semana que vem, será celebrado o 1º Dia Mundial do Sangue de Cordão Umbilical (SCU).

A data foi criada com o intuito de conscientizar a população sobre a importância de armazenamento do material, que é rico em células-tronco, e na sua quase totalidade é descartado no momento do parto.

Hoje, existem mais de 400 estudos clínicos em andamento com o Sangue do Cordão Umbilical autólogo (utilizando as células da própria pessoa) ou alogênico (utilizando as células de um doador compatível).

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Células-tronco
                     

As células-tronco do sangue do cordão umbilical são alternativa à utilização da medula óssea, com a vantagem de estar imediatamente disponível quando necessárias. Após o nascimento do bebê, a placenta e o cordão umbilical são normalmente jogados fora ou os pais podem optar por armazenar o sangue do cordão umbilical do recém-nascido para uso futuro, em banco privado ou fazer doação a banco público. “Elas podem ser utilizadas no tratamento de mais de 80 doenças por sua capacidade de regeneração e reparação. Atualmente, mais de 35 mil transplantes foram realizados no mundo”, afirma a drª. Maria Helena Nicola, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Cryopraxis, maior banco de armazenamento de células-tronco de sangue de cordão umbilical do Brasil.

Brasil conta com estudo para tratamento de hipóxia neonatal                        

A profª. Maria Helena Nicola destaca que uma recente parceria científica firmada entre o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e a Cryopraxis possibilitará o estudo da infusão de células-tronco do sangue de cordão umbilical autólogo em crianças que apresentam  insuficiência de oxigênio e hipóxia no momento do nascimento.

Pesquisas mostram que o transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical pode proporcionar melhoras também nos sintomas da Síndrome do Espectro Autista. Células-tronco de SCU também poderão tratar doenças autoimunes, como diabetes tipo 1 e esclerose múltipla, indicam pesquisas. Fique bem, cuide-se bem!