Você já caçou um saci?

Por Ivana Moreira

O saci-pererê é um dos personagens mais carismáticos do folclore brasileiro, celebrado nesta terça-feira (22). As lendas que envolvem o pequeno menino de uma perna só mexem com o imaginário das crianças e mantém viva, pelo país, a tradição da caça ao saci. Na cidade paulista de São Luiz do Paraitinga, a Festa do Saci faz parte do calendário de festividades municipais e conta com o apoio da Sociedade dos Observadores de Saci e do site Colecionador de Saci, criado por Andriolli Costa. “Nosso objetivo é reunir o máximo de narrativas sobre o personagem”, diz Costa, pesquisador de folclore e cultura popular. Também no Estado de São Paulo, na cidade de Botucatu, fica a Associação Nacional dos Criadores de Saci. Os moradores do lugar garantem: por lá, é difícil encontrar alguém que nunca tenha visto, brincado ou capturado um saci.

Saci de carne e osso

Adelino Benedito é o próprio saci e vive sendo caçado por aí. O ator já interpretou o personagem em parques de diferentes cidades. Neste ano, ele estará na PUC do Rio de Janeiro, no dia 30. “O mais interessante é o encantamento, o brilho nos olhos das crianças”, afirma o ator. “É como se a gente confirmasse aquele imaginário. Elas falam que viram o saci, mesmo que não tenham visto.”

Saia à caça com seus filhos

Deu vontade de caçar um saci com as crianças da família? Aproveite o Dia do Folclore para propor a brincadeira em casa. Você vai precisar de uma peneira com uma cruzeta de madeira nas costas, uma garrafa de vidro e uma rolha. A peneira deve contar com um reforço de madeira em formato de cruzeta e servirá para capturar o saci. A garrafa de vidro é o local ideal para prender o danado.

E não se esqueça de pôr a rolha para o saci não fugir! É preciso esperar pelo momento certo. O saci tem superpoderes e aparece e desaparece facilmente. Em dias de vento forte, jogue a peneira em redemoinhos de poeira. Mas não se espante se a criançada quiser soltar o saci. “Com dó do menino de uma perna só, elas gostam de fazer  a soltura também”, diz Andriolli Costa. “Vira uma segunda festa.”

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