‘Almirante’ amigo de Lula figurou na Satiagraha

Por: Metro Jornal Brasília

Claudio-Humberto-colunista-grande-twitter300O capitão de corveta aposentado Carlos Henrique Ferreira Braga, 80, chamado de “Almirante Braga” nos esquemas da Odebrecht e amigo de Lula, foi personagem da Operação Satiagraha, que investigou o banqueiro Daniel Dantas. Fontes da Marinha citam “vínculos” de Braga com outro lobista, José Amaro Pinto Ramos, que levou mais de R$ 17 milhões do programa de submarinos, segundo delatores da Odebrecht.

Negócio de armas
José Amaro Pinto Ramos atua no mercado de armas, e também opera negócios entre Brasil e França, como o programa de submarinos.

Comandante quem?
Havia preocupação na Marinha, ontem, de destacar que o Comandante Braga não atua a seu serviço desde que foi para a reserva, em 1972.

Propina milionária
A propina de Braga, dizem delatores, se originava no contrato de R$ 3,3 bilhões da Odebrecht no programa de construção de submarinos.

Personagem de livro
O Comandante Braga (ele não é almirante) é citado no livro “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente, sobre o caso contra Daniel Dantas.

Sorte lotérica
Dias atrás, o elevador exclusivo dos senadores despencou do 20º andar de uma das torres do Congresso, com Valdir Raupp (PMDB-RO) a bordo. Só parou após acionado o freio de segurança. Um dia depois, saíram as delações da Odebrecht. Dessas, Raupp não escapou.

Fundos de pensão na mira de negociata da Caixa
Ao comprar o Panamericano, a Caixa pode ter salvado a pele do seu dono, Silvio Santos, mas salvou também dirigentes de fundos de pensão com milhões aplicados no banco falido. Por isso, a Operação Conclave, da Polícia Federal, desta quarta (19), tem conexão com a Greenfield, que devassa fundos de pensão como Petros, da Petrobras, com R$ 340 milhões aplicados no Panamericano na época da compra.

Fundos petistas
Só para citar esse caso, o fundo de pensão do Petros era chefiado por Wagner Pinheiro, conhecido por suas profundas ligações ao PT.

Dinheiro demais
Ao comprar o banco Panamericano, salvando dirigentes de fundos ligados ao PT, a Caixa-Par pagou R$ 740 milhões pelo mico.

Suspeitas sólidas
As suspeitas de corrupção na negociata Caixa-Panamericano são tão sólidas que a Justiça bloqueou R$ 1,5 bilhão dos suspeitos.

Que diplomacia?
Política externa continua episódica na agenda do chanceler Aloysio Nunes. Terça (18), ele fez política nacional, recebendo três deputados e o diretor-geral de Itaipu – que deve ter citado o Paraguai no papo.

Garreta é Rui Falcão
Acusado por delatores de receber propina de R$ 2 milhões da usina de corrupção PT/Odebrecht, o publicitário petista Valdemir Garreta pode arrastar para o centro do escândalo o presidente nacional do partido, Rui Falcão, a quem é muito, muito, muito ligado.

Última homenagem
O presidente do Senado, Eunício Oliveira, fez ontem uma viagem imprevista ao Ceará para prestar a última homenagem ao tio João Gonçalves Lucena, que faleceu aos 98 anos. “Ele criou, me deu comida quando eu morava na Casa do Estudante”, disse, muito emocionado.

Choro triste
Em Brasília, Teatro Nacional fechado, Espaço Renato Russo fechado. À mesa de um restaurante, ontem, Reco do Bandolim quase chorava: o Banco do Brasil negou patrocínio para os 40 anos do Clube do Choro. Ele não disse nada, mas dava para ver e ouvir suas lágrimas.

Põe ordem, Moro
O juiz Sérgio Moro recebeu a Ordem do Mérito Militar, a mesma que, conferida aos mensaleiros José Dirceu e Roberto Jefferson, jamais foi cassada, como prevê a lei. Moro foi condecorado no grau de oficial.

Uma mão suja a outra
Marcelo Odebrecht diz haver liberado R$ 1 milhão da “conta italiano” para a campanha de Gleisi Hoffmann (PT), em 2014, a pedido do maridão Paulo Bernardo. Foi uma das contrapartidas pelo financiamento do BNDES à Odebrecht, em Angola.

Dignidade em segundo plano
Os visto eletrônicos para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão deve trazer R$ 1,4 bilhão para o Brasil, mas a ideia é dar adeus à reciprocidade e isentá-los da exigência imposta a turistas brasileiros.

Pensando bem…
…aposentadoria integral para servidores faz lembrar George Orwell, para quem “somos todos iguais, mas uns são mais iguais que outros”.

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