Nova era Dunga

Por fabiosaraiva

jose-carlos-araujo garotinhoGostei da primeira convocação do Dunga nesta sua volta à Seleção. Quando ele mantém 10 dos que participaram da Copa do Mundo, mostra que nem tudo estava errado. Era o que a gente comentava na ocasião. O grande erro não estava nos nomes, mas, sim, na falta de esquema e na ausência total de estratégia tática por parte do Felipão.

Chama a atenção para o fato de que aquele centroavante fixo não existe mais no futebol mundial. E o Dunga acompanha esta evolução, exigindo que todos se movimentem, acabando com o que se costumava chamar de homem-referência. Fred foi, e continua sendo, a maior prova de que, com um homem paradão na área, a dinâmica do jogo facilita a marcação dos zagueiros adversários.

Tudo indica que uma base do time da Copa vai ser utilizada nestes amistosos contra Colômbia e Equador. O grande desafio será o coletivo, principalmente porque não haverá tempo para se mudar radicalmente em relação ao time que fracassou recentemente. Espero uma nova Era Dunga.

 

Zagallo, em 70, e Parreira, em 94, já mostravam que o futebol moderno e vencedor do Brasil abria mão do chamado camisa 9 fixo. Todos os atacantes participavam do jogo, defendendo e atacando. Foi assim com Pelé-Tostão e com Romário-Bebeto. Bons tempos que, tomara, estejam de volta.

 

Conforme antecipamos em uma das coluna anteriores, Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, do Cruzeiro, terão suas primeiras chances. Não devem ser titulares de saída mas, na primeira brecha, entram e se firmam na posição. Torço por eles, que fazem parte do melhor time do Brasileiro.

 

Não faz muito tempo, diante da crise financeira do Botafogo, Jefferson descartou qualquer possibilidade de transferência. Quer continuar no Botafogo. E, agora, como titular da Seleção, mais valorizado ainda.

 

Acredito num público superior a 40 mil torcedores, logo mais, no Maraca. É o fenômeno Flamengo que, mesmo com um time fraco, consegue mexer com a paixão da sua massa. O que a galera quer ver, diante do Atlético Mineiro, é a garra, a determinação. Parece que este é o maior desafio do Vanderlei Luxemburgo.

 

Para você refletir: será que o Fred continuará sendo o cobrador de pênaltis do Fluminense? Nas últimas quatro cobranças, desperdiçou três. Acorda, Cristóvão!

José Carlos Araújo escreve às quartas-feiras no Metro Jornal do Rio de Janeiro. É também comunicador das rádios Bradesco Esportes e Bandnews FM e apresentador do “ Donos da Bola”, na tela da Band.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo