PMDB da Câmara já defende ‘alternativa’ a Dilma

Por fabiosaraiva

claudio-humbertoDeputados do PMDB, na maioria leais ao líder na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), já não acreditam no engajamento do “blocão” à reeleição de Dilma. Para eles, “o vaso quebrou” e não admite remendo. O PMDB da Câmara, inclusive, sustenta a necessidade de buscar “alternativa” à presidenta, na eleição de outubro. “Ela vai entregar o país pior do que encontrou”, segundo afirmou à coluna um dos ideólogos do “blocão”.

Valentia anônima

Apesar da irritação, as declarações de “valentia” dos liderados por Eduardo Cunha ainda são feitas em “off”, sob a condição do anonimato.

Dúvida atroz

Os rebelados do PMDB se dividem entre se aproximar de Aécio Neves (PSDB) ou Eduardo Campos (PSB). Mas prometem unidade na opção.

Ele tem a força

A ordem de Eduardo Cunha foi seguida até pelo presidente da Câmara, Henrique Alves: boicote total à posse de seis ministros, ontem.

Oposição em bloco

O “blocão”, agora ampliado (PMDB, PSC, PR, PSDB, DEM, PPS, SSD e PSB) se reúne em almoço, hoje, para discutir vetos presidenciais.

Líder do PR chama de ‘frouxo’ o presidente do partido

Desautorizado a continuar no “blocão”, que derrotou o governo semana passada, o líder do PR, Bernardo Santana (MG), desancou o senador Alfredo Nascimento (AM), presidente do partido, em reunião fechada da bancada, quarta (12). O bate-boca começou após Nascimento o acusar de “irresponsável”. O líder reagiu: “O problema do PR começou quando te chamaram de ladrão e você foi frouxo e saiu correndo do ministério”.

Tem apoio

Em meio à discussão, os deputados do PR saíram em defesa de Bernardo Santana, deixando Alfredo Nascimento isolado.

Bombeiros 

Participaram da reunião, além do presidente do partido, o senador Antônio Carlos (SP) e o ministro Cesar Borges (Transportes).

Guerra à vista

Bernardo Santana mandou nota aos deputados no sábado (15) ameaçando “ir à luta” e defendendo “oxigenação” no comando do PR.

Livres para agir

Apesar do fraco desempenho do ministro Manoel Dias, em quem aliás a Polícia Federal está de olho, a presidenta Dilma ainda nem cogita tirar essa turma periculosa de Carlos Lupi do Ministério do Trabalho.

Clésio candidato

A disputa em Minas Gerais ganhou ontem um capítulo importante, com a decisão da executiva estadual do PMDB de lançar o senador Clésio Andrade como candidato do partido a governador do Estado.

Pai desnaturado 

Líder do PSD, Moreira Mendes (RO) diz que brigará “ferozmente” para derrubar veto da presidenta Dilma à criação de municípios. “O Senado pôs a criança no mundo, e agora quer matar e enterrar. Não pode isso.”

Black blocs 

O líder do Solidariedade, Fernando Francischini (PR), acertou com Eduardo Cunha e outros líderes para fazer mutirão esta semana no Senado a fim de conseguir assinaturas para a CPMI dos Black Blocs.

Estranho no ninho

Suplente da senadora Gleisi Hoffmann (PT), Sérgio de Souza foi o único do PMDB a aparecer no encontro estadual do PT em São José dos Pinhais (PR), que contou com a presença do ex-presidente Lula.

De cara feia  

A presidenta Dilma não conseguiu disfarçar o mau humor na cerimônia de posse dos novos ministros — um deles, Neri Geller (Agricultura), indicado pelo líder e desafeto Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Festa abortada

Guido Mantega teve trabalho para evitar que seus funcionários fizessem uma festa para celebrar a saída de Marcelo Fiche da chefia de gabinete, demitido após a denúncia de que recebia propina.

Fiasco

Apesar de prometer geração de 14 a 15 milhões de empregos formais durante a campanha, o governo Dilma não atingirá nem a metade. De janeiro de 2011 a fevereiro de 2014, o número é inferior a 5 milhões.

Pergunta no oceano

Quem sumiu com o Boeing da Malásia também deu sumiço no Amarildo e nas vigas de ferro da Perimetral no Rio?

 

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 

www.claudiohumberto.com.br

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