Bem-vindo à Disneylândia Rural

Por fabiosaraiva

lizemara-pratesO mundo rural é fascinante. Principalmente quando estamos mergulhados nele. É o caso da Expodireto, uma feira de tecnologia agrícola. São máquinas para plantar e colher, insumos para as lavouras, pesquisas apresentadas “in loco” e muitas atrações para quem planta alimentos. Um passeio pelos 84 hectares localizados à beira da RST-142, entre Victor Graeff e Não-Me-Toque, pode ser descrito como uma visita à Disney, com muitos “brinquedos”.

Alguns o agricultor pode testar. É o caso dos tratores. O parque pode ser comparado a uma minicidade, com vários atrativos. Tem ruas calçadas, jardins, fontes, um espaço de preservação da natureza com árvores identificadas, lagos. Não há carros circulando, somente os elétricos. As exceções são abertas para autoridades, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e sua comitiva. Em 15 anos, foi a primeira vez que a presidência da República esteve representada na feira. E os visitantes pararam para ver a movimentação de carros com giroflex, seguranças, detectores de metal que foram instalados na área de acesso ao auditório central do parque.

Na Expodireto tudo é atrativo e colorido. Os fabricantes disputam os clientes com apresentações de dança, painéis de foto instantânea, cinema em 5D e até espaço kids para as crianças que acompanham os pais. A Expodireto é uma feira de família. Todos vêm conhecer os produtos e decidir se são importantes para a propriedade.

É uma feira de negócios. Aí está a grande diferença com a Expointer que é uma feira agrícola e também de artesanato, compras populares, parque de diversões e shows. Há poucos animais.

Na Expodireto não tem venda de bebida alcoólica, venda de artesanato ou shopping. O ingresso é gratuito e o parque fica aberto entre 8h e 18h.

O subsecretário do Parque Estadual Assis Brasil, Adeli Sell, passou um dia na Expodireto para verificar ações que podem ser adotadas na Expointer.

E quais são os reflexos no nosso cotidiano?

O alimento começa a ser produzido no momento que o produtor compra a máquina, a semente, o fertilizante. Os negócios realizados na feira envolvem desde a geração de  empregos nas indústrias até vagas nos estandes dos expositores e na contratação de funcionários para realização de serviços.

Toda esta movimentação mexe na economia das cidades e do Estado. É por isso que o PIB gaúcho está três vezes maior do que no resto do país.

Lizemara Prates é jornalista do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Apresenta o AgroBand, na TV Band, e tem comentários diários sobre agronegócio na Rádio Bandeirantes e na BandNews FM. Escreve no Metro Jornal de Porto Alegre

 

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