Primeiro gol do Brasil em Copas

Por Caio Cuccino Teixeira

João Coelho Neto nunca foi um profissional do futebol, mas entrou para a história ao marcar o primeiro gol do Brasil na história das Copas. Conhecido como Preguinho, o atacante confirmou a fama de artilheiro que tinha por causa das atuações com a camisa do Fluminense e fez o gol brasileiro na estreia da seleção no Mundial de 30, no Uruguai, derrota por 2×1 para a Iugoslávia. Capitão da equipe, ainda balançou as redes mais duas vezes na vitória sobre a Bolívia por 4×0. Preguinho foi tricampeão carioca de futebol em 36, 37 e 38 e também pelo Flu disputou outras oito modalidades esportivas.

RIO x SP
Um dos maiores nomes da história do Santos, Araken Patuska foi o único jogador paulista a disputar a Copa do Mundo de 30, no Uruguai. Uma briga entre a Confederação Brasileira de Desportos, que cuidava da seleção, e a Associação Paulista de Esportes Atléticos impediu que jogadores do estado fizessem parte do grupo do Mundial. Araken, no entanto, estava sem contrato com o Santos e pôde jogar. Atuou ainda pelo São Paulo e pelo Flamengo. Na Copa de 30, foi titular na derrota para a Iugoslávia e não jogou na goleada sobre a Bolívia. Deixou o torneio sem marcar gols.

UM NAVIO, QUATRO SELEÇÕES E UMA TAÇA
A ideia de organizar uma grande competição mundial, com as seleções da Europa e da América do Sul, surgiu com a fundação da FIFA, em 1904. O torneio olímpico de futebol em 1924 foi um sucesso de público em Paris. Quatro anos depois, em 28, muitos atletas da modalidade já eram profissionais e não poderiam mais disputar os Jogos. O caminho estava aberto para o primeiro Mundial e a Fifa escolheu o Uruguai, que se comprometeu a cobrir gastos com viagem e construir um novo estádio, o Centenário, em uma época de crise econômica no mundo todo depois da quebra da Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos, em 1929. Apenas quatro seleções da Europa concordaram em participar, três delas (França, Bélgica e Romênia) vieram para a América do Sul no mesmo navio, o Conte Verde. A embarcação carregava também a estatueta de 30 cm e 4 kg que seria dada aos campeões uruguaios. Antes de chegar a Montevidéu, o navio parou em Santos, onde embarcou a seleção brasileira.

Colaboraram Alexandre Praetzel e Leandro Quesada, da Rádio Bandeirantes.

Sergio Patrick é apresentador e coordenador de esporte da Rádio Bandeirantes, que comanda a Cadeia Verde e Amarela das rádios do Grupo Bandeirantes nas transmissões da Copa do Mundo. A coluna O QUE ROLOU NAS COPAS traz histórias e personagens de todos os mundiais. Envie sua sugestão para [email protected] .

Contenido Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo