Clássico

Por fabiosaraiva

junior-brasil belo horizonteUm abraço amigos! Atlético e Cruzeiro fizeram um grande jogo, como deve ser o maior clássico do Brasil. Teve gente que não gostou. Eu discordo. Tivemos todos os ingredientes que compõem o confronto. A boa disputa começa antes de a bola rolar e tem polêmicas, lances que geram duvidas, entrega, duelos, arbitragem contestada, gols anulados, bom futebol, grandes defesas, lances bonitos e muito mais. Este jogo vai render durante a semana. O clássico ainda não acabou.

O torcedor atleticano saiu na bronca com Paulo Autuori, que paga uma conta alta pelos resultados ruins obtidos anteriormente. Talvez, o único pecado que cometeu neste jogo foi mexer só uma vez no time. A justificativa apresentada foi que precisava dar ritmo aos titulares. Marion podia ter entrado e ser o fato novo. Autuori foi conservador e não teve a ousadia que o torcedor do Atlético tanto gosta. Cuca fazia isso muito bem. A paciência do torcedor está quase no limite, mas é cedo para tamanha pressão. Daqui para frente, o trabalho pode começar a dar bons resultados. A equipe precisa se recuperar no Mineiro e tem pedreira pela Libertadores. Por isso calma, moçada. E que voltem as vitórias!

O Cruzeiro teve virtudes e problemas. O time lutou muito e fez uma boa partida, a exemplo do rival. Começou sem um homem de área e, ainda assim, teve sucesso pelo alto. Mas não tinha o cabeceador. Éverton Ribeiro ficou devendo. O craque ainda não encontrou, nesta temporada, o futebol que o consagrou. Marcelo Oliveira tentou e promoveu mudanças. Não ficou acomodado e buscou alternativas para vencer o jogo. Colocou Ceará na lateral esquerda, e a grande mexida, que foi a entrada de Marcelo Moreno, não surtiu efeito. Quando ele entrou, as bolas não foram mais alçadas para a área. Fica a pergunta: será que vale jogar sem o homem referência, o cara de área?

Por fim, o ponto mais polêmico: a arbitragem, que acertou nos três gols anulados e adotou um estilo rígido de se marcar todo tipo de falta. Com isso, o jogo ficou amarrado. A grande maioria das faltas foi marcada acertadamente. Você pode até não concordar com o estilo adotado pelo árbitro, mas houve coerência. Errou ao não expulsar R10, pela cotovelada no Rodrigo Souza, e Ceará, pela falta em Fernandinho, que tinha a chance clara de fazer um gol. Foi um jogo difícil e complicado para o apito, e os jogadores reclamaram muito. É isso, valeu!

Junior Brasil é comentarista esportivo da rádio Itatiaia e da TV Band Minas, professor universitário, mestre em administração e cobriu a Copa do Mundo da África. Escreve no Metro Jornal de Belo Horizonte


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