Governo executou zero em mobilidade urbana

Por talita

claudio-humbertoGoverno executou zero em mobilidade urbana

A presidenta Dilma promete “a Copa das Copas”, o ministro Aldo Rebelo (Esporte) vende otimismo, mas a verdade é que o governo não parece preocupado com uma das principais exigências da Fifa: investimentos em mobilidade urbana. A 128 dias da Copa do Mundo, nem um centavo foi liberado para mobilidade urbana nas seis cidades-sede: São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Natal, Manaus e Brasília.

Recurso zero

Em Brasília, foram contratados R$ 43 milhões para ampliação da via DF-047, que dá acesso ao aeroporto. Nenhum recurso foi repassado.

Vai dar calote?

A DF-047 (Estrada Parque Aeroporto) começou a ser reformada em 2012, com entrega prevista para março de 2014. Até agora, nada.

Dívida cara

Nas demais cidades-sedes, o governo precisa honrar compromissos: no Rio, por exemplo, foram repassados só metade dos R$1,5 bilhão.

Transparência

O PSB/Rede inclui a transparência na gestão pública entre diretrizes do programa de governo, que será lançado nesta terça (4), em Brasília.

Mercadande vira ‘super-ministro’ nesta segunda

Aloizio Mercadante | Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Aloizio Mercadante | Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Aloizio Mercadante assume nesta segunda-feira (3) a chefia da Casa Civil, talvez a pasta mais influente do governo, e com ela a condição de “super-ministro” do governo Dilma Rousseff. Além da nova casa, que herdará da paranaense Gleisi Hoffmann, onde coordenará as ações de governo, ele acumulará mais dois ministérios: Ciência e Tecnologia, do qual nunca saiu, e Educação (onde continuará dando as cartas).

Que rei sou eu?

Com fama de soberba e pedantismo, Mercadante deverá exercer seu poder na plenitude, na Casa Civil. Vai se intrometer nos 39 ministérios.

Negociação

Ideli Salvatti | Wilson Dias / ABr Ideli Salvatti | Wilson Dias / ABr

Aécio Neves (PSDB) tenta ampliar as alianças com DEM e PP em Santa Catarina, onde o tucano Paulo Bauer aspira disputar o governo.

Asas do humor

A piada da semana, em Brasília, dava como certa a nomeação de Ideli Salvatti para cargo na Aviação Civil, por sua paixão por helicópteros.

Pau de galinheiro

Acusado de aceitar suborno para abrir sindicato, o ex-ministro Carlos Lupi convocou a executiva do PDT para quarta (5). Tenta dar alguma demonstração de força, temendo que Dilma finalmente se livre dele.

Traição à solta

O PMDB negocia a vice do ministro Fernando Pimentel ao governo de Minas, mas dirigentes admitem, nos bastidores, que o partido não terá outra opção a não ser trair Dilma em favor do tucano Aécio Neves.

Dinheiro pelo ralo

A União desembolsou meio bilhão de reais (R$ 496 milhões) no pagamento de tarifas de água em órgãos dos três poderes. O Executivo deixa aberta a torneira do desperdício: R$ 472 milhões.

Insustentável

Fiel escudeiro do governador Sérgio Cabral, o presidente municipal do PMDB do Rio, Leonardo Picciani, avisa: “se o PT mantiver tom crítico ao governo, inviabiliza espaço para Dilma no palanque de Pezão”.

 Semântica 

Em geral pontual, a aérea Avianca riscou a palavra “atraso” do seu dicionário. Quando atrasa, seus comissários chamam isso de “vôo tardio”, quando usam o sistema de som do avião para pedir desculpas.

Bancada do gelo

A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) têm algo em comum: ambos destinaram generosas fatias de suas emendas ao programa brasileiro na Antártida. Já para Brasília…

População intimidada

A população do DF sofre intimidação nas ruas, invadidas pelo crime, e nas redes sociais: quem ousa criticar a “operação tartaruga” de PMs é perseguido e insultado, quase sempre sob a covardia do anonimato.

Providências

A presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Ana Rita (PT-ES), convocou reunião para quarta (5) a fim de debater o presídio de Pedrinhas, no Maranhão, e a chacina de presos em dezembro.

Acelera lá

Na internet, já tem gente encontrando sentido para a sigla do PAC, inventada pelos petistas: Programa de Aceleração em Cuba.

 

Poder sem Pudor: Rolando o Lero e a malícia

chargeCitado como galanteador pela ex-ministra Zélia Cardoso de Melo, o então chanceler Francisco Rezek apontou maliciosamente para o Ministério da Justiça, onde havia trabalhado o namorado dela, Bernardo Cabral, e onde dias antes o então ministro Jarbas Passarinho brincara dizendo-se apaixonado:

– Os ventos de Eros só sopram do lado de lá…

Dias depois, Rezek, cuja prolixidade lhe rendeu o apelido de “Rolando Lero”, foi a uma reunião e ouviu o troco de Passarinho, provocando gargalhadas:

– Espelhemo-nos no chanceler e sejamos sintéticos…


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