O amanhã

Por fabiosaraiva

junior-brasil belo horizonteUm abraço meus amigos! Existe uma música famosa, chamada “O amanhã”, que foi muito bem interpretada pela cantora Simone. A letra deixa algumas perguntas no ar: O que será o amanhã? Como vai ser o meu destino? Indagações que cabem muito bem no caso do nosso futebol. Como vai ser o amanhã do Campeonato Brasileiro? Como Deus quiser, diz a resignada cantora. Mas, cai a Portuguesa? O Flamengo? Ou o “incaível” Fluminense? Perguntas que a justiça brasileira, a CBF e a FIFA vão responder. Tudo isso em ano de Copa. Porém, esse cenário conturbado não é exclusividade dos brasileiros, afinal, até o presidente do Barcelona, Sandro Rosell caiu e vai ser investigado.

 

Falando de Copa, esta vai custar caro para nós e a dona FIFA não está nem um pouco preocupada. O dela tá garantido. Ela manda e nós nos curvamos diante de suas exigências. País em época de Copa é pátria sem autonomia e soberania. E vai o nosso dinheiro pelo ralo. Vejam só, agora, mais exigências e mais milhões vão ser gastos no Mineirão. Imposições que vão ter a minha e a sua contribuição. Sabe o que é pior? Todas essas obras depois da Copa sofrerão desmanches. Quer dizer, vamos ter os 30 dias mais caros da história de nosso país. A justificativa é: vai ser bom, já é bom. Balela! É o famoso me engana que eu gosto. Estádios com obras atrasadas e o gasto descontrolado do dinheiro público! Só que o brasileiro mudou e muito.

 

E o futebol? Pode ter sua imagem muito arranhada, dependendo do que possa ser definido nos próximos dias, com essas brigas extra-campo e as possíveis viradas de mesa. Ainda bem que em Minas temos os dois melhores times do Brasil e tenho a certeza de que eles vão passar por cima de tudo isso. Além deles, eu não descarto o América neste Campeonato Mineiro. Obina e Guerreiro são nomes que podem fazer a diferença a favor do Coelho.

 

Nossos campeões brigam por mais conquistas e o sucesso de 2013 pode ser repetido. O Atlético contratou pouco, mas tem uma base vitoriosa e a manteve. O time titular é muito forte e mesmo com a nova filosofia, que Paulo Autuori pode implantar, eu acredito em um bom ano. Pelo lado do Cruzeiro, o time se reforçou de forma objetiva e com qualidade. Marcelo Oliveira tem mais alternativas para brigar por mais títulos. O que era bom ficou melhor e a filosofia da qualidade e quantidade foi mantida.

 

Enfim, apesar de tudo, que venham mais títulos!

Junior Brasil é comentarista esportivo da rádio Itatiaia e da TV Band Minas, professor universitário, mestre em administração e cobriu a Copa do Mundo da África. Escreve no Metro Jornal de Belo Horizonte

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