Chevy começou o ano na frente

Por Tercio Braga

helio-castronevesBuongiorno! Estou aqui na Itália desde domingo, para onde vim acompanhado dos meus companheiros de equipe Will Power e Juan Pablo Montoya para uma série de atividades. Já fazia algum tempo que eu não vinha à Itália e gosto muito daqui. Quero começar mandando um forte abraço para o Christian Fittipaldi, que ao lado do Sebastien Bourdais e do João Barbosa venceu a edição de 2014 das 24 Horas de Daytona. A conquista ocorreu a bordo de um Corvette DP e essa é a forma melhor possível de a Chevrolet, nossa super parceira na IndyCar, começar o ano. Parabéns a todos!

Eu até tive oportunidade de participar dessa edição, que foi encerrada anteontem por volta das 17h, no horário brasileiro, mas os compromissos não me permitiram levar adiante o projeto. Eu participei dessa prova duas vezes e numa delas terminei no pódio. A primeira experiência foi em 2007. Pilotei um Lexus Riley ao lado do Mark Patterson, Ozz Negri e Sam Hornish Jr., pela equipe Michael Shank Racing, a mesma onde o meu amigo Negri está até hoje e correu esse final de semana. Largamos em 22º e recebemos a bandeirada em 9º. Isso depois de 628 voltas. No ano seguinte foi mais legal ainda. Corri com um Pontiac Riley, da Penske, com o Ryan Briscoe e o Kurt Busch. Largamos em 13º e chegamos em 3º, no pódio, após 689 voltas.

Olha, pessoal, vou ser sincero com vocês. Tem gente que não entende porque todo mundo festeja ao final de uma prova de 24 horas. É que, mesmo sem um resultado bom, completar uma prova tão difícil como essa é motivo de muito orgulho e satisfação. Ir ao pódio, então, nem se fala. Agora, imaginem vencer! Quem sabe eu não tenha novas oportunidades nos próximos anos, né? Já sei o que é vencer a Mil Milhas. Eu nunca digo nunca. Se pintar a chance, vou correndo fazer provas como Daytona e Le Mans.

São provas de muita estratégia, de preocupação com o desgaste do equipamento e você fica o tempo todo naquela ansiedade, mesmo quando bate aquele cansaço natural. Mas ao mesmo tempo que é uma prova longa, que exige tudo o que for possível em termos de economia, é pauleira o tempo todo. É impressionante como os caras aceleram fundo de dia, de noite, qualquer hora. É uma experiência das mais legais.

Amanhã já vou voltar para os Estados Unidos e ainda nesta semana terei compromissos promocionais na Califórnia. Quando fevereiro chegar, já temos testes programados para Fontana, Sonoma e Barber. É a continuidade daqueles trabalhos fundamentais para o início da temporada.

É isso aí, pessoal, vamos que vamos e até a semana que vem!

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