‘Arrepiando’ nos testes de motores

Por fabiosaraiva

helio-castronevesOi pessoal, tudo bom? Como eu contei na coluna anterior, na sexta-feira passada, no Sebring International Raceway, a gente fez o primeiro teste de 2014. Promovido pela Chevrolet, foi a primeira oportunidade que os times que usam o Chevy Turbo V6 tiveram para conhecer as novidades que a fábrica desenvolveu para esse ano. É que a IndyCar, para essa nova temporada, abriu uma nova janela de desenvolvimento dos motores e os caras da Chevrolet não perderam tempo. Acho que ninguém lá teve férias porque “ralaram” o tempo todo, pois o nosso Chevy, que já era competitivo, agora vai ser mais ainda.

Vou aproveitar a oportunidade para explicar a política de testes da IndyCar. Em razão dos custos, a categoria limita o número de atividades como essa, mas também não elimina por completo. Foi atrás de um meio termo. Assim, a equipe tem alguns testes privados que pode fazer no ano e também participa dos testes dos fabricantes, como foi o caso com a Chevrolet. A Honda faz o mesmo e há também os do fabricante de pneus, como a Firestone. Então, pegando um pouco daqui e um pouco dali, o programa acaba sendo bom.

A Chevy desenvolveu um novo turbo e trabalhou no sistema de combustível, entre outras coisas. Até o ano passado, cada motor tinha de rodar um mínimo de 2.000 milhas (3.200 km) antes de trocar. Vocês viram várias vezes no ano passado os pilotos perderem dez posições no grid por troca de motor antes dessa marca. Eu mesmo fui pole em Iowa, mas foi preciso trocar o motor e “tome punição na cabeça do Castroneves” por causa da regra. Regra é regra, né?

Só que agora essa marca subiu para 2.500 milhas. Ou seja, quem precisar trocar o motor, antes de rodar 4.000 km, vai receber punição. Então, os engenheiros caíram matando para resolver uma charada das boas. Como ganhar potência sem aumentar o peso e o consumo de combustível, mesmo tendo o motor de aguentar uma tocada de 800 km a mais do que no ano passado? Sei lá o que os caras fizeram, afinal, não sou engenheiro. Mas que fizeram, fizeram.

O time da Penske foi completo para Sebring, sendo a primeira vez que o Will Power, o Juan Pablo Montoya e eu estivemos juntos na pista. Isso é ótimo porque o conjunto de informações que a gente consegue levantar ao mesmo tempo é impressionante. Em fevereiro teremos mais dois testes de motor, um em Sonoma e outro em Fontana. Tudo para começar a temporada “rasgando”.

É isso aí, pessoal. Abraço grande a até semana que vem!

Helio Castroneves, 38, nasceu em São Paulo e foi criado em Ribeirão Preto. É o piloto brasileiro com mais vitórias na Indy, com 28 conquistas, e venceu três edições da Indy 500 (2001, 2002 e 2009). Disputará em 2014 sua 17ª temporada na categoria e 15ª pelo Team Penske.  

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