Ferro nos contribuintes

Por fabiosaraiva

diego-casagrandeOs brasileiros foram às ruas em junho. Começaram com algumas centenas protestando contra o preço das passagens de ônibus em algumas capitais. Em alguns dias eram milhares. Logo se tornaram milhões. Não tenho dúvidas que, a julgar pelos cartazes escritos a mão, os jovens brasileiros queriam mais educação, mais saúde e mais segurança pública. E tudo isso de qualidade. É essa a função essencial de qualquer governo e é justamente isso o que não temos no Brasil. E o que ganhamos de presente? Mais impostos.

O governo Dilma está, na calada do ano, dando presentes de grego aos brasileiros. O último foi o aumento do tributo para quem viaja ao exterior e saca dinheiro lá fora. Desde sábado, a alíquota pulou de 0,38% para 6,38%. O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incide sobre as compras em outros países com cartões de débito e cheques de viagem, além dos saques de moeda estrangeira, e já vigorava, também por decisão autocrática de Dilma, nas compras com cartões de crédito. O governo fala em conter o déficit nas transações cambiais, mas o que verdadeiramente deseja é arrecadar mais porque não tem de onde tirar mais dinheiro para cobrir seus rombos. A medida gerará um aumento de R$ 552 milhões por ano a maior nas contas da dona Dilma.

Para a Corte de Brasília, aumentar o IOF não pesa. Ela faz viagens nababescas com o nosso dinheiro. Na posse do Papa, quando se negou a ficar na Embaixada Brasileira e alugou 53 quartos de hotel e 17 automóveis, a rainha não gastou um único centavo seu e sim dos contribuintes brasileiros.

O governo também decidiu elevar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos carros populares (motor 1.0) a partir de janeiro, retirando o desconto concedido lá atrás. Passará de 2% para 3%. E no meio do ano pulará para os 7% originais. Já para os carros 1.0 a 2.0 com tecnologia flex (álcool ou gasolina), o IPI vai aumentar de 7% para 9% e daqui a seis meses pulará para 11%.

Enquanto tivermos governos medíocres que gastam muito, gastam mal e desrespeitam cotidianamente o contribuinte, continuaremos sendo escravos. Quietos e sem emitir sons ou qualquer sinal de descontentamento, tal qual bois e vacas indo para o abate, caminhamos a passos largos para uma “democracia socialista” cuja norma é baixar o ferro nos contribuintes.

Diego Casagrande é jornalista profissional diplomado desde 1993. Apresenta os programas BandNews Porto Alegre 1a Edição, às 9h, e Ciranda da Cidade, na Band AM 640, às 14h. Escreve no Metro Jornal de Porto Alegre

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