Epidemia

Por Carolina Santos

junior-brasil belo horizonteForte abraço! Uma epidemia do mal tomou conta do futebol brasileiro. São as brigas de bandidos no meio de torcedores. Um absurdo. É a volta das trevas, da selvageria e da barbárie, dentro e fora dos campos. Neste fim de semana foi a vez das torcidas de Atlético/PR e Vasco brigarem. Cenas pesadas e muita covardia. Vinte caras chutando e batendo em um adversário caído. Crianças não podem nem ver as imagens que tem rodado o mundo e mostrado como é o fim de semana no país da Copa. Gastam fortunas em estádios, mas não investem em segurança, educação e saúde. Essa é a nossa triste realidade, permeada de impunidade.

 

Os investimentos desnecessários em estádios localizados em lugares onde o futebol não tem força, podem ser mais do que só o gasto desmedido de dinheiro público. É a volta dos Coliseus, só que não para entreter o povo com as lutas dos gladiadores e sim a oficialização das arenas de brigas dos pseudo-torcedores. Um espaço para os bandidos se exercitarem, afinal, devem ter muito estresse acumulado, só pode. E o cúmulo da incompetência reinou neste jogo. O Atlético/PR cumpria punição com a perda do mando de campo – por isso sou a favor da individualização da pena. A punição ao clube em nada adiantou. No jogo em Joinville, apenas três seguranças particulares separavam as duas torcidas. Pedir bom senso a bandido? Esquece. Para determinados casos, quem resolve é a PM. A polícia intimida e sabe lidar com esses problemas. Tem armas, planos de ação e a segurança particular não tem a mesma força. Quem avaliou, avaliou mal.

 

Já o Galo deu um gás na reta final do Brasileiro. Voltou a jogar bem e encheu o torcedor de confiança para os embates do Mundial. Não é fácil, mas a esperança é uma das armas dos atleticanos. Com a convicção do “Eu acredito”, Marrocos vai se dividir em duas cores e ter uma só voz. O preto e o branco vão invadir o estádio e o torcedor vai se sentir em casa. Esse diferencial pode amenizar a superioridade do Bayern. São dois jogos e, com a bola que Tardelli, Luan e Fernandinho têm jogado e, ainda, com a volta do gênio R10, o time pode almejar o ano mais feliz da sua história. E que venha mais uma conquista para Minas.

 

E que me desculpem os cariocas, mas não achei nem um pouco ruim a queda de Vasco e Fluminense. O Flu pagou uma conta atrasada em função das viradas de mesa, quando o time subiu pelas manobras políticas e não por vencer dentro de campo. Valeu!!

 

Junior Brasil é comentarista esportivo da rádio Itatiaia e da TV Band Minas, professor universitário, mestre em administração e cobriu a Copa do Mundo da África. Escreve no Metro Jornal de Belo Horizonte

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