Plantação de cata-ventos

Por fabiosaraiva

lizemara-pratesQue a modernidade chegou ao campo ninguém duvida. Claro que o ritmo é mais lento do que nas cidades e há diferenças importantes. Enquanto os centros urbanos recebem torres de telefonia celular, o meio rural é ocupado por torres de energia eólica. Quando o progresso era mais lento, não tínhamos preocupação com fontes alternativas de energia. Os tempos mudaram e cresceu a aplicação do conceito de energia limpa, aproveitando sol e vento. Pois estas alternativas se transformaram em opção de renda para o produtor rural que pode ganhar royalties com o percentual de energia eólica gerado por torre. Há vários projetos no Estado. O pioneiro e mais conhecido é o de Osório. Há quem diga que ali, às margens da freeway, existe uma plantação de cata-ventos. No extremo sul, neste momento, é intensa a movimentação de caminhões na BR-471, que leva a Santa Vitória do Palmar, carregando aterro para instalação das torres. A base precisa ser sólida porque cada torre mede 128 metros com a pá no topo. Na cidade, até o final de 2014, serão instaladas 201 torres para gerar 402 megawatts. Ainda há problemas a serem resolvidos envolvendo a liberação de licenças para instalação de novas linhas de transmissão. Quem diria que teríamos lavouras de cata-ventos em solo gaúcho. Afinal, aprendemos com outros países a aproveitar a energia do vento e devemos seguir o mesmo caminho com o sol.

Biogás – Aqui em Porto Alegre, na Ceasa, avança o projeto para instalação de uma Usina Modular de Biogás, com gerenciamento remoto, atendendo os conceitos de rede inteligente. A usina dará destino energético a 7,2 milhões de toneladas por ano de resíduos da central. No ano passado, cerca de 38 toneladas de resíduos foram produzidas por dia, o equivalente à produção diária de uma cidade de 50 mil habitantes. Além da energia gerada, suficiente para um condomínio com cerca de 250 habitantes, com a usina deixarão de ser emitidas pelo aterro sanitário, 38 toneladas de gás carbônico por ano. O projeto, uma parceria com o Grupo CEEE e o Serviço Nacional da Indústria do RS, teve a colaboração da Faculdade Senai de Tecnologia que desenvolveu uma bactéria específica para deteriorar hortigranjeiros. O aproveitamento do lixo orgânico da Ceasa deve começar em dois anos. São duas experiências de energia sustentável com propostas diferentes. Enquanto uma aproveita o vento e gera renda para o proprietário das áreas onde os cata-ventos são instalados; a segunda dá destino às sobras de alimentos produzidos no campo.

Lizemara Prates é jornalista do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Apresenta o AgroBand, na TV Band, e tem comentários diários sobre agronegócio na Rádio Bandeirantes e na BandNews FM. Escreve no Metro Jornal de Porto Alegre

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