Não se acomode, Renato!

Por fabiosaraiva

leonardo-meneghettiBah, eu cansei deste negócio de que o Grêmio joga feio e coisa e tal. Beleza é para concurso de miss e neste quesito, aliás, a Band entende muito. Futebol é competição. Time bom é o time que ganha. Nem me venham com este papo furado da Seleção de 1982. Sim, era um baita time. Só não tinha goleiro e centroavante, justamente as posições terminais de uma equipe.  Por isso, nem com Falcão, Zico, Júnior e Éder foi capaz de ganhar a Copa. O Grêmio de Renato é pragmático. Convenhamos, nos tempos de Luxemburgo, com os mesmos jogadores, este time se arrastava em campo.

O futebol do Grêmio não é vistoso, iluminado, atraente, cheio de alternativas que encantem os torcedores.  Mas e daí? Quer espetáculo vá ao teatro! Ou ao circo. Ou a um show de Elton John. Quem sabe Bruce Springsteen. Ou veja uma exibição de ginástica rítmica desportiva. Uma plasticidade impressionante. Não há o que não encha os olhos durante os Jogos Olímpicos quando as ginastas se apresentam.

Os gremistas querem um time competitivo capaz de devolver a grandeza que o clube perdeu nos últimos 12 anos. Vamos lembrar, prezados leitores, o Grêmio não ganha nada desde 2001. Naquela época, o papa ainda era João Paulo 2º, Bill Clinton entregava o cargo a George W. Bush, Fernando Henrique presidia o Brasil e as Torres Gêmeas ainda estava em pé. Então, é hora de ganhar.

Não me agrada a ideia de que o Grêmio se acomode na vice-liderança. Renato não pode olhar para trás na tabela de classificação como fez dia destes para alfinetar o rival vermelho. “Tem gente que eu só vejo de binóculo”. Neste Campeonato Brasileiro o Inter sequer consegue ser adversário do Grêmio. O inimigo tricolor é o Cruzeiro e, apesar da diferença de pontos, não é permitido desistir desta briga.

Será com este futebol pragmático, de resultados, que o Grêmio seguirá na caça ao melhor time da competição. Olhe para frente, Renato. Esqueça o bloco intermediário da competição. Persiga o Cruzeiro. Nem que seja para encará-lo na Libertadores 2014. E que a direção do clube não se esqueça:  os resultados, até o momento, pouco evoluíram em relação ao ano passado. Há a Copa do Brasil e o próprio Brasileiro para a gestão Koff mostrar que pode mais que os antecessores. Os torcedores votaram em Fábio Koff na esperança de títulos. E eles são possíveis. O primeiro passo é não se acomodar em estar à frente do rival.

Jornalista esportivo desde 1986, Leonardo Meneghetti foi repórter de rádio, TV e jornal e está no Grupo Bandeirantes desde 1994. Foi coordenador de esportes, diretor de jornalismo, e, desde 2005, é o diretor-geral da Band/RS. Diariamente, às 13h, comanda “Os Donos da Bola”, na Band TV.

 

Desorientados – A gestão Giovanni Luigi funciona como um moedor de técnicos. Roth, Falcão, Dorival, Fernandão e Dunga. Nenhum deles deu certo nestes conturbados anos do atual presidente. Nem aqueles que se sustentavam no pilar da idolatria junto aos torcedores. Mas é compreensível e esperado. Um presidente que classifica o trabalho de um treinador como “excepcional” e na semana seguinte demite este mesmo treinador não pode ser cobrado por coerência ou convicção.

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