Somos tão jovens

Por Carolina Santos

joao-fariaAs marcas procuram criar um diálogo com o público jovem. Para isso, é necessário talento e muita criatividade para fazer a diferença. Jean Boechat, diretor de criação da agência AGE fala com a coluna sobre esses desafios.

 

Como as marcas devem falar com os jovens e qual o conteúdo que eles procuram?

Talvez este seja o maior desafio de todos. Ninguém mais mergulha de cabeça nessa fragmentação e no ‘mundaréu’ das informações dos jovens. Mas não é impossível, basta ser relevante. O jovem presta atenção no que é importante para ele e, ao contrário que do que se pensa, não é só diversão não. Eles querem ser levados a sério e querem que suas necessidades sejam consideradas. É preciso conhecer o jovem, conhecer sua vida, seu momento, suas particularidades e peculiaridades para saber o que é útil e necessário.

 

E o perfil do jovem universitário?

O jovem universitário de hoje tem um perfil muito mais amplo do que há 10 anos. Com o crescimento econômico, o aumento da participação da classe C e imensas mudanças no Ensino Superior no Brasil nos últimos 20 anos, tudo mudou. Muitas famílias começaram a ter suas primeiras gerações formadas em faculdades. Diferente daqueles jovens que saem da escola, temos gente que já trabalha, alguns até com família constituída começando sua vida universitária. É um cenário completamente novo e amplo. Muito mais gente para falar, diferentes públicos, interesses e necessidades. Além disso, o mundo e o jovem mudaram também, o que torna nossa vida de comunicadores muito mais divertida.

 

Como uma instituição financeira
dialoga com o universitário?

As instituições financeiras sempre terão grandes desafios em suas comunicações. Banco não é o tipo de instituição que na sua natureza já tem uma relação fácil com as pessoas. Transformar isso numa relação positiva, especialmente com o jovem, é um grande desafio que só pode ser construído baseado na verdade. E essa verdade tem que ser feita devagar, conquistando a confiança, prometendo e entregando, conhecendo e reconhecendo. O jovem quer ser reconhecido. Uma das grandes questões é justamente essa: o jovem não quer ser mais um. Ele quer ser percebido como indivíduo, na comunicação – sem clichê, sem o discurso genérico e vazio – e na entrega de produtos, de acordo com suas necessidades reais.

João Faria é jornalista e sócio-diretor da Agência Cidadã

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