Financiamento de imóvel: Entrada boa reduz juros!

Por Carolina Santos

marcos-silvestrestreJuros baixos? Hum… As taxas do crédito habitacional são as mais baixas que se pode encontrar nos bancos. Mas isso não necessariamente significa que os devedores deixarão de pagar uma boa quantia de juros. Num financiamento imobiliário, o que pesa mais não é a taxa em si, que é relativamente baixa, mas o prazo sempre longo que faz os juros se acumularem sobre o saldo ainda não amortizado.

 

Economize em juros. Para gastar menos nos juros no financiamento imobiliário, você deve sempre dar a maior entrada possível no momento da aquisição, além de reduzir ao máximo o prazo, até chegar ao maior valor de prestação que seu orçamento mensal possa comportar. Assim, a prestação poderá até ficar mais pesada, mas a dívida se extinguirá muito mais rápido, evitando o acúmulo de juros.

 

Na ponta do lápis. Imagine que alguém queira financiar um imóvel de R$ 350 mil por 30 anos (360 meses), com taxa de 10% ao ano (0,8% ao mês). Se der R$ 70 mil de entrada (20%) e financiar os R$ 280 mil restantes (80%), o comprador terá de fazer o pagamento em 360 parcelas de R$ 2.375,00.

 

Veja só o “estrago”. Na composição do valor cheio de cada uma das parcelas, notamos que apenas R$ 778,00 equivalem à amortização, ou seja, à devolução da soma principal tomada emprestada (R$ 280 mil divididos por 360 meses = R$ 778,00). Outros R$ 1.597,00 correspondem ao adicional que deve ser pago por conta dos juros, equivalentes a 205% do principal! Devido aos juros, no cômputo geral do financiamento serão pagos cerca de R$ 855 mil, três vezes o valor original financiado!

 

Quer juros menores? O ideal é encurtar o prazo e planejar-se para arcar com uma prestação um pouquinho maior, mas que levará bem menos tempo para desaparecer do seu orçamento familiar. Ou, pelo menos batalhar para reforçar a entrada. No caso do imóvel de R$ 350 mil, se o comprador der uma entrada maior, algo como 30% ou R$ 105 mil, considerando idênticos prazo (360 meses) e taxa de juros (0,8% ao mês), a prestação será diminuída em R$ 297,00 mensais, descendo para R$ 2.078,00.

 

Aliviou! O comprador ainda pagará 205% de juros sobre o valor financiado, é verdade. Afinal, o prazo e a taxa não foram alterados, mas incidirão sobre montante menor (R$ 245 mil contra R$ 280 mil anteriores). Com isso, o comprador economizará R$ 106.920,00 (= R$ 297,00 x 360 meses) só de juros.

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