Aliados de Lula fazem vigília 'permanente' na Polícia Federal

Por Rafael Neves/Metro Curitiba

O PT prometeu neste domingo (8) manter militantes no entorno da sede da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), onde o ex-presidente Lula está preso desde a noite do último sábado, até o dia em que o petista for solto.

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“Nós não sairemos daqui enquanto o presidente não for libertado”, disse ontem a senadora e presidente do partido Gleisi Hoffmann. Cerca de 400 manifestantes estão acampados a cerca de 150 metros do prédio, já que as ruas em volta foram bloqueadas pela Polícia Militar. A expectativa da Frente Brasil Popular, que congrega movimentos pró-Lula, é que se reúnam  1,5 mil militantes no local nos próximos dias.

A sede da PF fica no Santa Cândida, bairro residencial da capital paranaense, e o acampamento está em frente às casas de moradores. Gleisi chegou a pedir desculpas à vizinhança pelo transtorno.

No momento em que Lula chegou de helicóptero ao local, explosões de bombas de gás lacrimogêneo deram início a um tumulto que deixou 8 feridos, entre policiais e manifestantes.

O PT acusa agentes da PF de terem atirado as bombas sem justificativa. A PF não se manifestou oficialmente, mas um agente afirmou ao Metro Jornal que militantes teriam forçado o portão da sede, o que o partido nega. 

A prisão

Lula se entregou à PF por volta das 18h40 no entorno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo. Ele saiu a pé do prédio e se apresentou a uma viatura que já o esperava.

A prisão pôs fim a uma negociação que havia começado ainda na sexta-feira, quando ficou claro que o petista não cumpriria o mandado de prisão emitido pelo juiz Sérgio Moro, que determinava que o ex-presidente se entregasse até as 17h em Curitiba.

Lula foi de carro até a superintendência da PF em São Paulo, levado de helicóptero até o aeroporto de Congonhas e, de lá, tomou um avião até o aeroporto Afonso Pena, na região de Curitiba. Enfim foi de helicóptero à sede da PF, onde pousou às 22h30.

Na primeira noite preso, segundo o PT, Lula “dormiu tranquilamente e não foi maltratado pelos agentes”. O petista está em uma sala reservada no último andar do prédio, logo abaixo do heliponto, com cama, mesa e banheiro. O partido convocou a militância a enviar cartas para Lula, no endereço da PF.

Até agora, a única pessoa a visitar o petista foi Cristiano Zanin Martins, advogado que o representa nos processos de Curitiba. Zanin esteve com Lula na noite de sábado e novamente na tarde de ontem. O PT ainda aposta na sua candidatura – que deve acabar na Justiça (veja ao lado).

Em seu primeiro dia no cárcere, Lula teve à sua disposição as mesmas refeições servidas aos outros presos: pão com manteiga e café com leite pela manhã e marmitas no almoço e no jantar: arroz com feijão e salada, além de carne assada ou macarrão.

Lula não poderá, nos primeiros dias, receber comida de familiares, que são autorizados a levar alimentos como bolachas e chocolates.

Como foi instalada uma TV na cela, o ex-presidente assistiu à final do Campeonato Paulista, ontem entre Corinthians e Palmeiras. “Ele está bem, embora indignado com a situação”, disse Zanin.

grafico Metro
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