Temer dedicou domingo para a articulação da reforma da Previdência Social

Por Metro Brasília
Folhapress
Temer dedicou domingo para a articulação da reforma da Previdência Social

O presidente Michel Temer (PMDB) passou o almoço e o jantar deste último domingo (3) com a calculadora na mão. O governo precisa somar 308 votos para aprovar as mudanças na Previdência Social, mas está patinando para alcançar o número na Câmara dos Deputados. Em uma tentativa de reunir e organizar a base do governo, o presidente ofereceu uma série de eventos para as principais lideranças partidárias tentando obter o apoio necessário entre os deputados.

O primeiro foi um almoço no Palácio da Alvorada ao qual compareceram ministros e líderes do governo em uma tentativa de alinhar os discursos. Nele, o presidente disse que quer fazer outra reunião, na próxima quarta, novamente no Palácio da Alvorada, para fechar a conta da reforma. Se for possível conseguir o apoio, o projeto já entra na lista de votação da semana do dia 11 de dezembro. Se não conseguir o número até a semana que vem, o presidente não teria tempo hábil para aprovar a medida.

Participaram deste primeiro encontro os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; do Planejamento, Dyogo Oliveira; da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab; e da Secretaria-geral da Presidência, Moreira Franco; o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira; o presidente do PTB, Roberto Jefferson; e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Jantar
Maia, inclusive, foi o responsável por organizar o segundo evento da agenda, um grande jantar para o qual foram convidados todos os nomes que são fundamentais para a reforma. O objetivo não era confraternizar, mas voltar à matemática da aprovação.

O presidente chegou ao evento acompanhado do ministro Padilha, por volta das 19h30 deste domingo. Lá já estava o presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, que foi um dos primeiros a chegar. Ele fica no cargo até o dia 9, quando será substituído pelo governador de SP e pré-candidato a presidência, Geraldo Alckmin. O apoio do PSDB é considerado primordial para aprovação do texto. Até o fechamento desta edição, ontem à noite, o jantar ainda não havia terminado.

Protestos
Quem chegava ao jantar tinha que passar por um grupo de aproximadamente 30 trabalhadores que fazia um protesto diante da casa de Rodrigo Maia.

O grupo foi reunido pela Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras) e ofertou um “sopão” recheado de palavras de ordem.

“Estão passando por nós todos os deputados e eles estão vendo o nosso recado. Essa reforma é um ataque direto contra os trabalhadores. Estamos aqui com nosso sopão fazendo um contraponto ao banquete destes privilegiados”, disse Gibran Jordão, coordenador-geral da Fasubra.

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