‘PSDB não está mais na base’, diz Padilha

Ministro afirma que os tucanos já deixaram a base do governo. Em Campinas, o governador Geraldo Alckmin – futuro presidente da legenda – desconversa

Por Tote Nunes - Metro Jornal Campinas
Antonio Cruz / Agência Brasil
‘PSDB não está mais na base’, diz Padilha

Cansado de esperar por posição oficial dos tucanos, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, se antecipou e anunciou ontem que o PSDB está fora do governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Em evento no Palácio do Planalto, Padilha afirmou que o comando do partido já havia fechado questão em torno do desembarque, que vem sendo discutido desde maio, quando surgiram as denúncias da JBS.

“O PSDB não está mais na base de sustentação do governo. O PSDB já disse que vai sair”, afirmou. Apesar disso, o ministro ainda aposta num acordo para o ano que vem. “Nós vamos fazer de tudo para manter a nossa base de governo e um projeto único de poder para 2018.

Alguns tucanos poderão até mesmo permanecer no governo, como os ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores).

A Executiva Nacional do PSDB foi procurada, mas não quis comentar as declarações do ministro.

Pela manhã, em Campinas, o governador Geraldo Alckmin – que no dia 9 deverá ser aclamado presidente do PSDB – desconversou sobre o prazo para o desembarque. Alckmin não confirmou nem mesmo o encontro com Temer, que teria sido marcado para sábado, na qual os dois iriam definir a saída.

O governador reafirmou que independentemente da permanência ou não no governo, os tucanos votarão pela reforma da previdência. “Faz parte do nosso programa e vamos ajudar a aprová-la.

Prévias

Alckmin reagiu às declarações do prefeito de Manaus, Artur Virgílio e disse que vai defender a realização de prévias para a indicação do candidato do partido à Presidência da República,

Virgílio criticou o fato de Alckmin ser o presidente do partido e também postulante. Para ele, a presidência do partido deveria oferecer condições iguais aos candidatos e teme que isso possa não ocorrer com um “presidente/candidato”.

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