Invasão à cela de Garotinho seria ‘quase impossível’, diz sub-diretor de Benfica

Agentes do presídio depuseram sobre as supostas agressões sofridas por Garotinho e divergiram do preso

Por Metro Rio e Band
Inácio Teixeira/ Coperphoto
Invasão à cela de Garotinho seria ‘quase impossível’, diz sub-diretor de Benfica

O sub-diretor da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte, Fábio Ferraz Sodré, e quatro agentes penitenciários prestaram depoimento, e disseram ser “quase impossível” que o ex-governador Anthony Garotinho (PR) tenha sido agredido na cela. Segundo o delegado Wellington Vieira, da 21a DP (Bonsucesso), os depoimentos dos servidores, que estavam de plantão na madrugada de sexta-feira, “foram convincentes e divergentes do depoimento do preso”.

“Eles garantiram que é quase impossível alguém invadir a cadeia e chegar ao 2o andar sem ser visto. Vou ouvir todo mundo que estava de plantão, quero ver as imagens das câmeras de segurança, que ainda não recebi, e não descarto fazer uma perícia lá no local”, disse o delegado.

Sérgio Côrtes, secretário de Saúde na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, deve ser ouvido na segunda-feira como testemunha do processo que investiga as supostas agressões. Côrtes, também preso, atua como médico no presídio e prestou os primeiros socorros a Garotinho.

O delegado ainda aguarda o resultado do exame de corpo de delito e já solicitou um retrato-falado do suspeito citado pelo ex-governador. Ele alega que um homem invadiu a sua cela, lhe bateu no joelho com um bastão e pisou em seu pé direito. O agressor teria 1,70m de altura e usava uma camisa polo azul, calça jeans e sapato preto. A descrição não bate com o uniforme dos agentes, que é preto.

Imagens divulgadas mostram que ninguém entrou na cela e a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) diz que o político se autolesionou. Caso seja comprovado que Garotinho mentiu, ele pode responder por falsa comunicação de crime, cuja pena máxima é de um ano. Como punição por não ter provado a agressão, ele foi transferido para Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste, onde está sendo monitorado 24 horas por câmeras.  

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