Meirelles: reforma ministerial deve ajudar governo a aprovar Previdência

Por Estadão Conteúdo
José Cruz/ Agência Brasil
Meirelles: reforma ministerial deve ajudar governo a aprovar Previdência

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, 17, que a reforma ministerial deve ajudar o governo a garantir votos para a reforma da Previdência. "Acho que sim, deve facilitar sim a aprovação."

Perguntado se a reforma da ministerial pode ser uma "carta na manga" do governo para garantir a aprovação da Previdência, Meirelles disse que "pode ser". Ele, porém, ressaltou não saber a extensão das mudanças, mas é importante que os ministros que permanecerem em suas pastas fiquem comprometidos com suas atividades.

Meirelles destacou aos jornalistas que tem dito a líderes da oposição que é melhor aprovar o texto da Previdência agora e não deixar a reforma para o próximo governo. O ministro disse que é prematuro falar de estimativas para a votação do texto e disse que, na votação da medida que fixa um teto para os gastos públicos no ano passado, as simulações do resultado se provaram erradas. "Não necessariamente o parlamentar vai declarar aquilo que ele vai votar."

Questionando se, na reforma ministerial, ministros que pretender disputar as eleições de 2018 devem já deixar os cargos, Meirelles ressaltou que o importante é que os titulares das pastas que já se decidiram devem sair.

"Alguns ministros, como é meu caso, segundo definição do presidente (Michel Temer), é importante que fiquem. Estamos recuperando a economia brasileira." Para Meirelles, o importante é que quem ficar no governo fique com foco 100% em sua atividade "No meu caso, é colocar o Brasil na rota do crescimento sustentado, criar empregos. Esta é minha prioridade."

Meirelles voltou a ser questionado sobre suas intenções de candidatura e afirmou que quando chegar a hora "vai tomar a decisão adequada". "O interesse de todos hoje é o crescimento da economia, do emprego." Se tivesse que tomar a decisão agora sobre a candidatura, ele optaria por não concorrer, segundo ele, por causa de seu foco 100% no Ministério da Fazenda.

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