Apesar de recusa, PSDB mineiro quer Anastasia em 2018

Por Lucas Morais - Metro Belo Horizonte
Convenção do partido no último fim de semana foi marcada por ausências e apoio a Aécio Neves - divulgação/psdb-mg
Apesar de recusa, PSDB mineiro quer Anastasia em 2018

Depois de ressuscitar o nome de Pimenta da Veiga em 2014 – o ex-ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique esteve afastado da cena política mineira por pelo menos 15 anos – e perder para o governador Fernando Pimentel (PT) no primeiro turno, o PSDB não quer repetir o desempenho pífio no próximo ano. Enfraquecido com os escândalos de corrupção envolvendo seu principal líder, o senador Aécio Neves, e por perder a prefeitura de Belo Horizonte para Alexandre Kalil (PHS), o partido insiste em contar com Antonio Anastasia para reverter o cenário de derrotas nas eleições de 2018.

Porém, o desejo esbarra nas negativas do senador, que voltou a reforçar ontem que não vai disputar o Executivo estadual. “Eu fico muito feliz com essa bem querência, mas eu não sou candidato nas eleições do ano que vem”, declarou em um evento no Instituto Aquila, na capital. Já o presidente da legenda em Minas, o deputado federal Domingos Sávio, afirmou que é cedo para descartar qualquer possibilidade. “Perguntar agora se ele quer ser candidato é inadequado. Entendemos que no momento apropriado, provavelmente no início de 2018, ouviremos o Anastasia. Acredito que é possível uma resposta diferente”, declarou.

Para o parlamentar, a ausência do senador no pleito interessa tanto ao grupo de Pimentel quanto alguns aliados em pré-campanha pelo Estado. “Se sentem mais à vontade para deslanchar [as candidaturas]”, contou. De olho nas eleições, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PP), e o ex-prefeito da capital, Marcio Lacerda (PSB), são alguns dos que já iniciaram caravanas pelo Estado.

Aécio pode entrar na disputa
Durante a convenção estadual realizada pelo PSDB em Belo Horizonte no último fim de semana, Aécio Neves garantiu que estará nas urnas no próximo ano. Apesar de ser uma incógnita, aliados garantem que o tucano disputará um cargo majoritário: a reeleição no Senado Federal ou a volta à Cidade Administrativa. “Vai depender das condições, das circunstâncias e se ele achar conveniente a sua candidatura, terá o nosso apoio”, afirmou Anastasia.

Apesar das oito investigações envolvendo o político no Supremo Tribunal Federal, Domingos Sávio acredita que o patrimônio político de Aécio justifica e dá peso a uma candidatura. “Primeiro ele tem se dedicado a provar sua inocência e até hoje não foi indiciado em nenhum processo. O momento requer prudência, o partido também tem respeito pelos aliados e não quer correr o risco de assumir um compromisso antecipadamente”, alegou.

Mais vazio que em outros anos, o encontro reconduziu Domigos Sávio à presidência da legenda em Minas e contou com várias manifestações de apoio ao senador, que chegou a ser afastado por duas vezes de suas funções. Em anos anteriores, os auditórios completamente lotados para prestigiar Aécio eram cena comum. Nomes como o prefeito de Contagem, Alex de Freitas, os deputados Marcus Pestana e João Vítor Xavier, além do próprio Anastasia e o aliado histórico Alberto Pinto Coelho (PP) não estiveram presentes. “Tivemos uma convenção de chapa única, em um fim de semana. Inclusive a chuva dificultou o deslocamento de alguns. Mas o ambiente foi tranquilo, de união”, justificou Sávio.  

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