Falta de remédio no SUS coloca em risco a vida de pacientes transplantados

Por BandNews FM
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Falta de remédio no SUS coloca em risco a vida de pacientes transplantados

Por causa de atrasos no Ministério da Saúde, pacientes transplantados correm o risco de perder o órgão e até mesmo de morrer sem o medicamento que evita a rejeição e deveria ser distribuído nas farmácias de alto custo em todo o Brasil.

Faz pelo menos dois meses que o estoque do Tacrolimo é insuficiente para atender a demanda, fazendo com que o remédio seja entregue de forma irregular em vários estados do país, entre eles São Paulo.

Sem ele, a saúde do paciente pode se agravar e, nos casos de transplantes de coração, pulmão, fígado e rim, a longa fila de espera pode se tornar novamente uma realidade.

Pai de um engenheiro que recebeu um pâncreas há mais de 15 anos, o aposentado Felix Garcia admite estar com medo do que possa acontecer.

No caso dos pacientes transplantados, o Tacrolimo precisa ser utilizado pelo resto da vida.

E qualquer falha no uso da medicação pode causar lesões irreversíveis no órgão recebido.

O presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Transplantes, José Medina, afirma que a situação é inusitada e coloca em risco a vida de pacientes.

Segundo ele, a medicação é fundamental para a sobrevida do transplantado.

Outro medicamento em falta nas farmácias de alto custo é o Tenofovir.

Assim como o Tacrolimo, o remédio deveria ser entregue pelo Ministério da Saúde, mas desde o início do ano nenhum comprimido chegou à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

O Tenofovir é usado no tratamento do HIV, mas também no controle da hepatite B.

Esse é o caso da dentista Alessandra Ladeira, que se viu obrigada a trocar a medicação.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que mais de 200 mil comprimidos de Tenofovir serão entregues até o fim da semana e nega qualquer atraso no envio dos medicamentos ao Estado de São Paulo.

Sobre o Tacrolimo, a pasta admite que houve um problema judicial, mas que a regularização dos estoques já foi iniciada, com a compra de novos lotes e desconto de 82%.

A Secretaria de Saúde de São Paulo, no entanto, diz que o envio do Tacrolimo vem descumprindo prazos desde o início do ano, acelerando o esgotamento do estoque e obrigando o Estado a fazer remanejamentos.

No caso do Tenofovir, o governo Geraldo Alckmin garante não ter recebido um comprimido sequer.

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