Brasil vai repatriar R$ 65 milhões de Paulo Roberto Costa

Por Carolina Santos
Petrobras entra na mira    da Justiça dos EUA | Geraldo Magela/Agência Senado Dinheiro pertencia a Paulo Roberto Costa | Geraldo Magela/Agência Senado

Num acordo fechado ontem com o Ministério Público de Lausanne, na Suíça, procuradores brasileiros conseguiram garantias para recuperar US$ 26 milhões (cerca de R$ 66 milhões), que pertenciam ao ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

O dinheiro foi encontrado em cinco contas bancárias mantidas pelo ex-diretor e familiares em bancos suíços. Após a descoberta, em abril deste ano, os recursos foram bloqueados.

A Suíça mantém uma investigação independente contra Paulo Roberto Costa por suspeita de crime de lavagem de dinheiro, cuja pena, caso seja condenado, seria de 5 anos de prisão.

Com a lei suíça só permite liberar recursos apreendidos após o réu ser condenado, as autoridades locais fizeram uma série de exigências ao Ministério Público do Brasil para evitar que o ex-diretor ou pessoas prejudicadas pelo esquema de corrupção da Petrobras tenham acesso ao dinheiro, que deverá ser gerido exclusivamente pelo governo.

O acordo, no entanto, não especifica em quanto tempo o dinheiro será repatriado, uma vez que todo o processo deverá ser feito de forma sigilosa.

A comitiva de procuradores brasileiros chegou ao país europeu no início da semana para ter acesso a extratos e cópias de movimentações financeiras que pudessem ser usadas como provas do esquema de corrupção na Petrobras.

Existe a suspeita de que outros dois citados no esquema, o lobista Fernando Baiano e o ex-diretor de serviços da estatal Renato Duque, possam ter feito remessas semelhantes para bancos da Suíça.

Caso o valor seja integralmente recuperado, a repatriação será a maior da história. Até hoje, segundo o governo, foram recuperados no exterior um total de R$ 45 milhões.

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