Ministério Público da Suíça participa de investigações da Lava Jato desde abril

Por Carolina Santos
Petrobras entra na mira    da Justiça dos EUA | Geraldo Magela/Agência Senado Paulo Roberto Costa tem depósito em 5 contas na Suíça | Geraldo Magela/Agência Senado

O Ministério Público da Suíça está oficialmente participando das investigações da Lava Jato. Em nota, a procuradoria diz que a apuração sobre os desvios do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa teve início no dia 10 de abril, menos de um mês depois de a operação ter sido deflagrada no Brasil.

A procuradoria suíça disse ainda que partiu da instituição oferecer ajuda às investigações brasileiras. Tanto as contas que escondiam o dinheiro desviado como as movimentações bancárias realizadas foram localizadas pelas autoridades do país.

No início da semana, procuradores do Ministério Público Federal do Brasil viajaram para a Suíça. Eles tentam agilizar a liberação de 27 milhões de dólares que estariam depositados em cinco contas de Paulo Roberto Costa. Segundo o MPF, o próprio ex-diretor autorizou a repatriação do dinheiro.

Os procuradores têm reuniões com as autoridades de Berna para tratar do caso. Eles também vão solicitar cópias de todos os extratos bancários das contas de Paulo Roberto Costa. A medida deve ajudar a identificar a origem dos depósitos, o que comprovaria o envolvimento de outros investigados da Lava Jato no esquema de corrupção.

O doleiro Alberto Youssef também confessou ter 5 milhões de dólares em contas na Suíça. Ele se comprometeu em devolver o dinheiro à União. Assim como Paulo Roberto Costa, o doleiro também firmou um acordo de delação premiada. Youssef se comprometeu em detalhar o esquema e devolver o dinheiro desviado em troca da redução da pena, caso seja condenado.

Segundo as investigações, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o lobista Fernando Baiano também podem ter dinheiro depositado em bancos da Suíça. Os dois foram presos na sétima fase da Lava Jato, deflagrada no dia 14 de novembro. Além deles, permaneceram na carceragem da Polícia Federal no Paraná executivos de empresas que têm contrato com a estatal.

De acordo com a Lava Jato, os executivos combinavam quais as empresas participariam das licitações e concorriam aos processos com os preços máximos permitidos. Em troca da garantia do contrato, pagavam propina a diretores da Petrobras e a agentes políticos.

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