Investigado na Lava Jato, Negromonte Filho deve se entregar hoje à PF

Por Carolina Santos
Petrobras informou os resultados trimestrais | Sergio Moraes/Reuters Negromonte Filho teve a prisão decretada no dia 14 de novembro | Sergio Moraes/Reuters

Único investigado foragido, Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, deve se apresentar na superintendência da Polícia Federal no Paraná nesta segunda-feira. Ele teve a prisão decretada no dia 14 de novembro, quando foi deflagrada a sétima fase da Operação Lava Jato.

Segundo as investigações, Negromonte Filho trabalhava junto com o doleiro Alberto Youssef. Ele teria como função entregar o dinheiro que era pago como propina pelas empresas para os políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras.

A Lava Jato acusa empreiteiras de formação de cartel. Os executivos combinavam quais as empresas participariam das licitações e concorriam aos processos com os preços máximos permitidos. Em troca da garantia do contrato, os executivos pagavam propina a diretores e agentes políticos.

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Em depoimento, o doleiro Alberto Youssef afirmou que os executivos registravam em ata os valores que seriam distribuídos. Ele disse que os acertos do repasse de propina eram feitos em reuniões no prédio de uma empresa fantasma, a GFD, localizada na zona sul de São Paulo.

Neste sábado, a Justiça Federal determinou a quebra de sigilo de quatro empresas controladas por Youssef. A determinação do juiz Sérgio Moro pretende rastrear o dinheiro que pode ter sido desviado da Petrobras para pagar propina a empreiteiras. Devem ser investigadas as movimentações nas contas das empresas GFD Investimentos, Empreiteira Rigidez, RCI Software e MO Consultoria.

Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa fizeram um acordo de delação premiada. Eles se comprometeram em detalhar o esquema de corrupção da Petrobras e a pagar multa em troca de redução da pena, caso sejam condenados.

Costa cumpre prisão domiciliar, enquanto Youssef permanece detido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Além do doleiro, estão presos o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, o lobista Fernando Baiano e executivos de empresas supostamente envolvidas no esquema.

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