Apesar da expectativa, presidência adia anúncio de novos ministros

Por fabiosaraiva
Dilma deve escolher entre três nomes cotados para o cargo | Reprodução/Band Dilma deve escolher entre três nomes cotados para o cargo | Reprodução/Band

Contrariando as expectativas, a assessoria de imprensa da Presidência da República confirmou, no final da tarde desta sexta-feira, que não haverá nenhum anúncio com o nome dos novos ministros nesta sexta-feira.

O ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy está cotado para assumir a Fazenda. O Planejamento deve passar para o comando de Nelson Barbosa, que já foi secretário executivo da Fazenda. No Banco Central, Alexandre Tombini deve permanecer no cargo.

Além da equipe econômica, a presidente Dilma Rousseff deve anunciar os nomes da senadora Kátia Abreu (PMDB) para o Ministério da Agricultura e do senador Armando Monteiro (PTB) para o Ministério do Desenvolvimento e Indústria.

Novo ministro da Fazenda pode ser “filho” do Bradesco

O preferido de Dilma para assumir o Ministério da Fazenda era vice-presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. Os dois se reuniram no gabinete da presidência em São Paulo depois que Dilma deixou o velório do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, na tarde de quinta-feira (20), mas o executivo recusou o convite.

Ele teria argumentado que ainda tem compromissos assumidos com o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão. Especula-se que Trabuco seja o substituto de Brandão no conselho.

Assim, um outro “filho” do Bradesco, Joaquim Levy, se tornou o nome mais cotado para assumir a pasta. Ele atualmente é o diretor-superintendente do Bradesco Asset Management, braço de gestão de recursos do segundo maior banco privado brasileiro, que tem um patrimônio líquido avaliado de US$ 32,6 bilhões (R$ 82 bilhões).

Levy já comandou o Tesouro Nacional entre 2003 e 2006, durante a gestão do ex-ministro Antonio Palocci, em um momento de instabilidade parecido com o enfrentado atualmente por Dilma, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também procurava acalmar o mercado.

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