Foragido da Lava Jato, Fernando Baiano se entrega à Polícia Federal no Paraná

Por Tercio Braga
Delatores do suposto esquema de corrupção na Petrobras afirmaram em depoimentos que Fernando Baiano cobrava propina em nome do PMDB | Rodolfo Buhrer/La Imagem /Fotoarena/Folhapress Delatores do suposto esquema de corrupção na Petrobras afirmaram em depoimentos que Fernando Baiano cobrava propina em nome do PMDB | Rodolfo Buhrer/La Imagem /Fotoarena/Folhapress

Mais um investigado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, se entregou nesta terça-feira (18) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, se apresentou esta tarde aos delegados que investigam o caso.

Fernando era considerando foragido pela Polícia Federal desde a última sexta-feira (14), quando as prisões foram determinadas pela Justiça Federal no Paraná. Durante as investigações, delatores do suposto esquema de corrupção na Petrobras afirmaram em depoimentos que Fernando Baiano cobrava propina em nome do PMDB. O partido nega as acusações e afirma que não tem ligações com o investigado.

Até o momento, dos 25 mandados de prisão emitidos pela Justiça Federal, somente um ainda não foi cumprido. Adarico Negromonte Filho continua foragido.

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Empresário da Mendes Júnior confirma pagamento de propina a Youssef

O empresário Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior, confirmou nesta terça-feira (18) em depoimento à Polícia Federal o pagamento de propina ao doleiro Alberto Youssef. A informação é do advogado da empresa Marcelo Leonardo. Nesta tarde, mais investigados ligados à empreiteira também prestaram depoimento na investigação da Operação Lava Jato.

Segundo o advogado, Mendes relatou aos delegados da PF que foi obrigado a pagar propina de R$ 8 milhões ao doleiro Alberto Youssef. Segundo ele, Youssef exigiu o pagamento da quantia para que a Mendes Júnior recebesse os valores a que tinha direito em contratos de serviços licitamente prestados e para continuar participando das licitações da Petrobras. De acordo com a defesa, foram feitos quatro pagamentos seguidos, de julho a setembro de 2011.

A defesa de Youssef disse que não vai comentar o depoimento. A PF prossegue nesta terça-feira com a tomada de depoimentos dos 24 presos na operação. As oitivas começaram no último sábado (15), um dia após as prisões da sétima fase da Operação Lava Jato.

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