Justiça Federal nega 11 pedidos de habeas corpus de presos na Lava Jato

Por Tercio Braga
Repórteres aguardam por informações em frente à sede da PF em Curitiba | Rodolfo Buhrer/La Imagem /Fotoarena/Folhapress Repórteres aguardam por informações em frente à sede da PF em Curitiba | Rodolfo Buhrer/La Imagem /Fotoarena/Folhapress

A Justiça Federal negou, entre sábado e domingo, 11 pedidos de liberdade para os investigados  presos na sexta-feira durante a Operação Lava Jato. Eles já estão prestando depoimento.

Segundo o Ministério da Justiça, 23 pessoas foram detidas na última fase da operação, que investiga as maiores empreiteiras do país. Os presos são suspeitos de terem participado de um esquema de pagamentos de propinas para fechar contratos, que somam R$ 59 bilhões, com a Petrobras.

No sábado, a desembargadora Maria de Fátima Freitas Laberrère, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de Porto Alegre, negou pedidos da defesa de Eduardo Emerlino Leite, diretor da Camargo Corrêa.

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Os advogados de Leite, cujo mandado foi para prisão preventiva – que não têm prazo de duração –, alegaram que o cliente é portador de hipertensão arterial e, por este motivo, pediram também, o cumprimento de prisão domiciliar.

Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, da mesma construtora, também tiveram os seus pedidos negados. Avancini e Auler tiveram a prisão temporária decretada – que termina nesta terça.

Os pedidos de Agenor Franklin Magalhães Medeiros e José Ricardo Nogueira Breghirolli, ligados à OAS também foram indeferidos no sábado. Já ontem, a desembargadora negou o habeas corpus a José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS, a Mateus Coutinho de Sá Oliveira e Alexandre Portela Barbosa, ligados à mesma empresa. Foram expedidos mandados de prisão temporária para os três. Ontem, a defesa dos executivos da OAS protocolou um pedido de libertação dos detidos no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Os pedidos de liberdade para Carlos Eduardo Strauch Albero, Milton Prado Júnior e Gerson de Mello Almada, da Engevix também foram negados. Para os dois primeiros foi expedido mandado de prisão temporária. Para Almada, preventiva.

Petrobras vai cobrar na Justiça dinheiro roubado

A Petrobras afirma que não divulgou balanço do terceiro trimestre para ter mais tempo de apuração das denúncias de corrupção na estatal com os escritórios contratados no Brasil e nos Estados Unidos.

Em nota publicada em jornais deste domingo, dia 16, a empresa diz que está passando “por um momento único em sua história”.

Citando as denúncias da Operação Lava a Jato da Polícia Federal e outros sete casos suspeitos de corrupção, desvios e sobrepreços, a companhia deve cobrar na Justiça o ressarcimento pelo dinheiro roubado.

A previsão é de que o balanço contábil seja divulgado só no dia 16 de dezembro, e não dia 12 do mês que vem como era esperado.

No anúncio, a Petrobras afirma que colabora com as investigações atendendo aos órgãos de fiscalização como Polícia e Ministério Público.

A empresa alega que implementou 60 ações de relevante impacto para o aprimoramento de sua governança e que está adotando outras seis medidas contra fraudes e desvios no Código de Ética.

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