Homem apontado como operador do PMDB entra para lista da Interpol

Por fabiosaraiva

Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado pela Polícia Federal como o elo entre o PMDB e o esquema de corrupção da Petrobras, entrou para a lista de procurados da Interpol e do sistema nacional de impedidos. Ele seria um dos 27 presos na operação deflagrada na manhã desta sexta-feira em cinco Estados, mas não foi localizado pelos agentes.

A participação do lobista no esquema seria semelhante a do doleiro Alberto Youssef. Segundo as investigações, Fernando Baiano recebia o dinheiro da propina que era pago pelas empreiteiras e repassava aos partidos políticos.

Esta é a sétima fase da Operação Lava Jato. As ações mobilizam 300 agentes da PF e 50 servidores da Receita Federal no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal.

Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, foi um dos primeiros a ser detido. Ele era responsável pela assinatura dos contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Duque foi preso na cobertura onde mora com a família, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Além dele, funcionários de pelo menos nove empreiteiras também foram detidos. São executivos da Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS, UPC, Engevix, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia e Mendes Júnior.

Segundo a PF, nem todos foram encontrados em casa. Alguns foram detidos em outros imóveis ou em hotéis. Entre os detidos na manhã desta sexta-feira não há nenhum político.

Também são realizados 49 mandados de busca e apreensão a documentos nas empreiteiras supeitas de envolvimento nos desvios. A Justiça decretou o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens de 36 investigados e autorizou o bloqueio total dos recursos financeiros de três empresas.

 

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