Funcionários de empreiteiras são detidos por suspeita de corrupção

Por fabiosaraiva

Além de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, a Polícia Federal prendeu funcionários de pelo menos nove empresas envolvidas no escândalo da Petrobras. Foram detidos na manhã desta sexta-feira executivos da Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS, UPC, Engevix, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia e Mendes Júnior.

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Esta é a sétima fase da Operação Lava Jato. As ações mobilizam 300 agentes da PF e 50 servidores da Receita Federal no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Serão cumpridos, ao todo, 27 mandados de prisão – 21 em regime temporário e seis preventivas – a suspeitos de envolvimento nos casos de corrupção.

Renato Duque foi preso na cobertura onde mora com a família, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Uma viatura da Polícia Federal esperava pelo ex-diretor na porta do prédio desde o início da madrugada. Renato Duque saiu de casa acompanhado do filho. O ex-diretor da Petrobras era responsável pela assinatura dos contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Também são realizados 49 mandados de busca e apreensão a documentos nas empreiteiras supeitas de envolvimento nos desvios. A Justiça decretou o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens de 36 investigados e autorizou o bloqueio total dos recursos financeiros de três empresas.

Até agora a Odebrecht foi a única das empreiteiras a se manifestar. Em nota, informou que “está à disposição” da investigação.

 

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