Dilma diz que sabia há um mês da saída de Marta Suplicy

Por Carolina Santos
Dilma Rousseff desembarca nesta quarta na Australia, onde participará de encontro do G20 | Reprodução/Band Dilma Rousseff desembarca nesta quarta na Australia, onde participará de encontro do G20 | Reprodução/Band

Dilma Rousseff (PT) não quis comentar as críticas feitas pela ex-ministra da Cultura Marta Suplicy na carta de demissão que foi entregue ao governo. A presidente disse apenas que soube há cerca de um mês que a senadora deixaria o cargo e afirmou ter conhecimento das críticas que foram feitas durante o comunicado de afastamento.

A presidente foi informada do pedido oficial de Marta pouco depois de desembarcar em Doha, no Qatar, por volta das 11h de terça-feira. Dilma e sua equipe de assessores fizeram uma escala na cidade antes de seguir viagem, nesta quarta-feira, para o encontro do G20 – o grupo que reúne as maiores economias do mundo -, realizado na Austrália.

Dilma Rousseff afirmou que a reforma ministerial será feita de maneira gradativa e que não será nos próximos dias. Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, sugeriu que os ministros entregassem os cargos até o dia 18 de novembro – data em que a presidente retorna da Austrália.

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A relação de Dilma e Marta estaria desgastada desde o início do ano, quando a senadora articulou o movimento “volta Lula”. A senadora era uma das principais apoiadoras da candidatura do ex-presidente petista às eleições de 2014, no lugar de Dilma Rousseff.

Na carta de demissão, Marta Suplicy criticou o governo. “Todos nós, brasileiros, desejamos que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independete, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo”, disse.

O atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, não gostou das declarações da senadora e contra-atacou. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, ele respondeu: “Ou ela se rendeu ao discurso do mercado financeiro ou quer desviar a atenção de sua gestão na Cultura. Não faltou dinheiro no Ministério dela. O que faltou? Talento”.

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