Dilma diz que está disposta a ajudar Alckmin na crise de água

Nível do Cantareira está abaixo de 7% | Luis Moura/Folhapress Reserva do Cantareira continua minguando | Luis Moura/Folhapress

A presidente Dilma Rousseff criticou o governador Geraldo Alckmin pela crise de água que afeta o Estado de São Paulo e disse que se colocou à disposição para ajudar a diminuir o problema no começo do ano.

“Nós procuramos o governador no começo de fevereiro e nos colocamos à disposição sobre sobre qualquer obra emergencial que ele quisesse fazer”, disse Dilma na noite desta terça-feira (28), ao ser questionada pelo apresentador da Band Ricardo Boechat sobre o papel do Governo Federal no combate à falta d´água.

“O governador optou por um processo, digamos assim, mais tradicional: optou pela licitação”, criticou a presidente. “Uma série de investimentos que deveriam ter sido feitos não foram.”

Segundo Dilma, a única medida de Alckmin foi o empréstimo, concedido pelo BNDES, de R$ 1,8 bilhão para construir a adutora do rio São Lourenço. O projeto deve ficar pronto em 2017 e aliviará a pressão sobre o Sistema Cantareira.

A presidente afirmou, porém, que está disposta ajudar se Alckmin “mudar de ideia e quiser fazer uma obra emergencial”. “Nós podemos agir com o Governo do Estado de São Paulo, se ele tiver iniciativa”, disse.

Dilma diz que referendo pode ser opção

Na entrevista da noite desta terça-feira, Dilma também admitiu que, ao invés de um plebiscito, possa ser feito um referendo sobre a reforma política.

“Todos defendem a consulta popular”, afirmou. “Seja na forma de referendo ou plebiscito. Eles desaguam em uma Assembleia Constituinte.

No discurso da vitória, no domingo, Dilma declarou que abriria espaço ao diálogo para buscar o entendimento através do plebiscito. Na segunda-feira, no entanto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou que a realização do plebiscito era difícil e que a melhor forma seria o referendo, como ocorreu na venda de armas e munições.

Presidente promete reagir rápido com economia

Na entrevista exclusiva, concedida ao vivo do Palácio da Alvorada, em Brasília, Dilma Rousseff também admitiu que a economia brasileira ainda passa por um “situação difícil”, mas garantiu que vai tomar medidas para impulsionar o crescimento. Ela não vê motivo de preocupação excessiva.

“É importante perceber que o Brasil tem fundamentos fortes. Os investidores internacionais mantém um grau de investimento no Brasil muito expressivo”, disse Dilma.

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