Reeleita, Dilma fala sobre corrupção e promete novo ministro da Fazenda até o final do ano

Por Tercio Braga
Presidente reeleita prometeu diálogo | Fábio rodrigues pozzebom/Agência Brasil Presidente reeleita prometeu diálogo | Fábio rodrigues pozzebom/Agência Brasil

A presidente reeleita Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o novo governo precisará entender o recado das urnas por um desejo de mudanças. A petista concedeu entrevistas à Rede Record e à TV Globo, no Palácio da Alvorada.

Dilma prometeu procurar o setor produtivo, financeiro e a sociedade antes de anunciar  propostas. “Serão objeto de um amplo diálogo. Não se trata de uma lista de medidas”, explicou.

Após a instabilidade na bolsa e da alta do dólar, a petista afirmou que o cenário é diferente da eleição do ex-presidente Lula, em 2002, porque hoje o Brasil tem economia sólida, taxa de desemprego baixa e US$ 376 bilhões em reservas. “Tem que esperar o mercado se acalmar”, afirmou.

Dilma prometeu anunciar o novo ministro da Fazenda que substituirá Guido Mantega até o fim do ano. “Não é a hora. No momento exato darei o nome e o perfil.” A presidente afirmou que ‘não ficará pedra sobre pedra’ ao se referir as denúncias de corrupção na Petrobras. “Temos compromisso moral e ético de combater sem tréguas. Não é possível manter impune quem comete corrupção.”

Dilma condenou divulgações ‘seletivas’ de depoimentos da operação Lava Jato. “O que leva a crise são ilações, calúnias e insinuações.”

Ao se referir à campanha eleitoral, ela disse ter sentido falta do debate sobre a crise hídrica em São Paulo. “Os refletores não foram colocados na crise. Não houve uma informação correta para a população”, avaliou.

Repetindo o discurso de domingo, a presidente definiu em duas palavras o desafio no futuro governo: mudança e reforma.

“Temos que respeitar todos e construir pontes para que o Brasil tenha um caminho de crescimento, que seja mais moderno, mais inclusivo e mais produtivo.”

Após disputa presidencial, Dilma e Aécio tiram férias

Antes de começar a montagem do novo governo, a presidente reeleita Dilma Rousseff tirará alguns dias de folga na base militar de Aratu, na Bahia.

A petista deverá desembarcar no local na quinta-feira, após visitar o Salão do Automóvel, em São Paulo. Não foi informado quantos dias Dilma ficará de folga. Ontem, a presidente ficou com a família no Palácio da Alvorada, sem agenda pública.

Tucano

O presidenciável derrotado no domingo, Aécio Neves (PSDB), também irá tirar uns dias de folga antes de reassumir o mandato de senador. O tucano passará os próximos dias na fazenda da família, em Minas Gerais, e depois embarcará para uma curta temporada no exterior. O destino não foi divulgado. 

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