Dilma admite possibilidade de referendo para reforma política

Por lyafichmann
Dilma Rousseff em entrevista ao Jornal da Band | Reprodução Dilma Rousseff em entrevista ao Jornal da Band | Reprodução

Em entrevista ao Jornal da Band nesta terça-feira, no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse ser favorável à realização de um referendo para colocar em discussão a reforma política. Na campanha, a candidata à reeleição apresentou a proposta de um plebiscito, o que desagradou aliados no Congresso.   A diferença entre os dois modelos é que, no plebiscito, o cidadão se manifesta sobre o tema antes de uma lei ser constituída. No referendo, o assunto é levado a avaliação depois da  lei ser aprovada. (Assista a entrevista no fim do texto)

A presidente afirmou ao jornalista Ricardo Boechat que dificilmente a decisão sobre o tema fugirá de um consulta popular. “A prerrogativa é do Congresso, mas é certo que a reforma desaguará em uma Assembleia Constituinte e, antes disso, em uma discussão com a sociedade.”

Dilma também afirmou que pretende dialogar com a oposição. “A divisão ocorre durante a eleição. Agora, é o momento de buscar um diálogo com todos os interessados no melhor para o país, e  isso inclui  os líderes da oposição.”

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Ela afirmou ainda que pretende tomar a iniciativa para convidar empresários, sindicatos e partidos para discutir propostas para os próximos quatro anos.

Com relação aos desafios econômicos de seu novo governo, ela avaliou que a situação da economia nacional “ainda é difícil”, mas minimizou possíveis impactos futuros. “Não vejo razão para medo. Acredito que o Brasil tem um setor financeiro sólido. Mantivemos a geração de empregos e a correção do salário mínimo, mesmo com os efeitos negativos da crise na Europa.”

Sobre a necessidade de o governo agir rapidamente para retomar a confiança dos investidores estrangeiros, Dilma avaliou que o país não deve sofrer um rebaixamento em seu grau de investimento e continuará atraindo investimentos. “Registramos a entrada de US$ 65 bilhões”.

Ela disse que, desde fevereiro, oferece ajuda ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) para realizar as obras necessárias para garantir o fornecimento de água no Estado. Dilma disse que recebeu ontem uma ligação do presidente dos EUA, Barack Obama, dando os parabéns pela reeleição e sugerindo uns dias de férias.

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